Por que Justiça obrigou que o Oxxo melhore segurança de todas as lojas no Brasil Um minimercado da Rede Oxxo em Campinas (SP), alvo de denúncias sobre assaltos e condições precárias de segurança para funcionários, está na origem de uma ação que terminou com u…
Por g1 Campinas e Região
02/09/2026 05h03 Atualizado 02/09/2026
A Justiça do Trabalho condenou a proprietária da Oxxo a reforçar a segurança e pagar R$ 2 milhões de indenização por danos morais coletivos.
A ação civil do Ministério Público do Trabalho começou após denúncias de assaltos e insegurança em uma unidade da rede em Campinas, no interior de São Paulo.
Investigações apontaram funcionárias com estresse pós-traumático após assaltos, sem emissão de CAT ou suporte médico e psicológico por parte da empresa.
A rede deverá contratar segurança privada e oferecer assistência integral aos empregados. A juíza apontou que o modelo de funcionamento de 24 horas atrai assaltantes.
A decisão fixou multa diária de R$ 5 mil por loja para cada descumprimento, limitada inicialmente a R$ 200 mil por estabelecimento.
Por que Justiça obrigou que o Oxxo melhore segurança de todas as lojas no Brasil
Um minimercado da Rede Oxxo em Campinas (SP), alvo de denúncias sobre assaltos e condições precárias de segurança para funcionários, está na origem de uma ação que terminou com uma condenação da empresa pela Justiça do Trabalho. A decisão determina:
que a rede adote medidas para reforçar a proteção dos trabalhadores em todas as suas unidades;e pague R$ 2 milhões em indenização por danos morais coletivos.
A sentença foi expedida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15) no dia 25 de agosto após uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), e ainda cabe recurso.
A condenada é a Rede Integrada de Lojas de Conveniência e Proximidade S.A., proprietária da Oxxo.
Em nota, informou que "decisão proferida pelo TRT-15 não é definitiva e que adotará todas as medidas recursais cabíveis para demonstrar a conformidade de suas operações. A segurança e a integridade de seus colaboradores e clientes são prioridades da companhia". Confira o posicionamento completo ao final da reportagem.
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O caso que deu origem à ação começou a partir de denúncias na unidade que fica na Avenida José Bonifácio, no Jardim Flamboyant, em Campinas.
Durante as investigações, o MPT identificou problemas que, segundo o órgão, expunham funcionários a riscos de assaltos e violência, especialmente durante o período noturno:
a loja funcionava 24 horas e, em determinados períodos, havia apenas um funcionário trabalhando durante a noite e a madrugada, sem vigilância presencial fixa;o sistema de segurança, ainda de acordo com o MPT, era considerado meramente patrimonial e reativo;a estrutura incluía rondas esporádicas e orientações para que os próprios trabalhadores fizessem o levantamento das perdas materiais e registrassem boletins de ocorrência após os crimes.
Com o avanço das investigações, o MPT ampliou a análise para outras unidades da rede e reuniu dados sobre criminalidade. Os registros de roubo, furto, arrastão ou intrusão em lojas da rede na capital paulista passaram de:
320 ocorrências em 2023;1.053 ocorrências em 2024;além de centenas de episódios registrados no início de 2025.
O cruzamento dessas informações com dados da Previdência Social também apontou afastamentos de funcionários por transtornos mentais e comportamentais. Segundo o MPT, nesses casos não foram emitidas as respectivas Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT).




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