Realizar tarefas simples do dia a dia pode não ser o mesmo quando se está em gravidade zero no espaço. E ao pensar sobre isso, podem surgir muitas dúvidas e curiosidades. A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) resolver solucionar algumas delas e pôs em prática na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) experimentos a partir de perguntas enviadas por jovens. Isso fez com que um avião de papel fosse testado em condições diferenciadas.

Realizar tarefas simples do dia a dia pode não ser o mesmo quando se está em gravidade zero no espaço. E ao pensar sobre isso, podem surgir muitas dúvidas e curiosidades. A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) resolver solucionar algumas delas e pôs em prática na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) experimentos a partir de perguntas enviadas por jovens. Isso fez com que um avião de papel fosse testado em condições diferenciadas.

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O Asian Try Zero-G 2025, um programa de experimentos simples de física para jovens, conduziu no Módulo Experimental Japonês "Kibo" experimentos em órbita em 24 de março. Seus resultados foram divulgados na última terça-feira (30).

O programa oferece aos astronautas a oportunidade de realizar experimentos em órbita com base em ideias de experimentos espaciais simples propostas por estudantes de diversos países e regiões. A adesão tem crescido, e o Asian Try Zero-G 2025 recebeu um número recorde de inscrições, com 1.176 registros.

As perguntas foram feitas por jovens de nove países ou regiões participantes do programa. A equipe responsável selecionou 11 temas. Os experimentos em órbita foram conduzidos pelo astronauta da NASA Christopher Williams.

As duas perguntas propostas pelos estudantes japoneses foram: “Os vórtices de ponta de asa de um avião de papel são gerados pela gravidade?” e “Um avião de papel consegue voar apesar do desequilíbrio nas asas em gravidade zero?”. Em seu site, a JAXA traz como foram feitos os experimentos e seus resultados.

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No primeiro deles, fios finos e planos de plástico foram presos às bordas das asas de um avião de papel para verificar se os vórtices de ponta de asa seriam gerados. Conforme o avião de papel flutuava suavemente para cima, os fios se torciam formando vórtices, demonstrando que os vórtices de ponta de asa de fato se formam, contrariando as expectativas anteriores.

No segundo experimento, pesos foram presos às duas asas de um avião de papel para investigar como o desequilíbrio de massa afeta sua direção e movimento de voo. A adição dos pesos fez com que o avião de papel se movesse em um movimento de cambalhota para frente, em vez de voar em linha reta.

Os experimentos foram acompanhados por transmissão online, com os alunos acompanhando no Centro Espacial de Tsukuba, e antes das realizações, apresentaram trabalhos sobre quais eram os resultados esperados.