Júlio Avellar explica os critérios para definir a sede da decisão deste ano
A Copa do Brasil avança rumo às quartas de final, com o sorteio na próxima terça-feira. Ao mesmo tempo, a CBF já projeta como vai bater o martelo para escolher o palco da primeira edição da final única da competição.
O diretor de competições da entidade, Júlio Avellar, explicou ao UOL quais os critérios a CBF vai adotar para isso e quando pretende confirmar a escolha.
"De fato, é uma novidade muito importante, a gente está convicto que a final única é o melhor caminho. O planejamento segue, a CBF avalia as melhores opções e mais na frente ela vai decidir qual será a sede dessa final única da Copa do Brasil", disse Júlio, durante o Rio Innovation Week.
O jogo será em 6 de dezembro.
Em qual estágio do torneio pretendem tomar essa decisão?
"Minimamente até um mês antes da final a gente vai tomar essa decisão, podendo ela sair de forma antecipada".
Mas vocês vão se preocupar em tirar a final de um local que possa ser casa de algum finalista?
"O que a gente procura obviamente é um estádio que possa abrigar duas torcidas. Acho que isso é muito importante. A gente tem algumas limitações na segurança pública. Queremos estádios de grande capacidade porque a gente quer realmente fazer uma festa muito bonita, uma festa como nunca foi feito antes".
Há um paralelo com a Supercopa do Brasil para essa lógica de escolha?
"As competições elas são olhadas de forma individual, então cada um tem o seu contexto diferente".
Por Brasília receber sempre a Supercopa, ela tem um favoritismo?
"Eu acho que toda cidade que dispõe de um grande estádio, que possa abrigar as torcidas, tenha boa conectividade, um bom modal de transporte, ela é apta a receber a final".
Como é que você vê essa competição agora, a partir das quartas, inclusive diante do anúncio da CBF de que haverá impedimento semiautomático?
"Olha, as expectativas são boas. A gente teve jogos interessantes. Jogos de ida com placardes que não foram tão elásticos, o que aumenta a pressão nos jogos de volta. Mas as perspectivas são as melhores para a competição. A gente está bem confiante que esse modelo da Copa do Brasil tem sido bem positivo".
Essa experiência com os jogos no final de semana tem sido positiva na visão de vocês?
"Essa é uma mudança um pouco de paradigma. A gente vinha realizando a Copa do Brasil sempre em meios de semana. E claro que as fases finais já estão em final de semana. A gente resolveu testar, ver como seria o comportamento de um jogo de final de semana seguido pelo seu jogo de volta no meio de semana. É prematuro te dar qualquer resposta agora. Mas a perspectiva é que talvez tem um comportamento interessante, porque você fica ali só falando de Copa do Brasil naquele período. As atenções estão voltadas para a competição a ser jogada ali no final de semana e na sequência já no meio de semana. Vamos avaliar os números para poder responder com mais clareza".
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