Produção comercial deve começar a partir do quarto trimestre de 2027 O post Atlas Lithium tem forte demanda por lítio em MG apareceu primeiro em Monitor Mercantil .
Produção comercial deve começar a partir do quarto trimestre de 2027
Em comunicado oficial divulgado, a Atlas Lithium (NASDAQ: ATLX) informou que está dentro do prazo para iniciar a produção comercial de concentrado de óxido de lítio no Projeto Neves a partir do quarto trimestre de 2027. O projeto é 100% da empresa, já tem todas as licenças necessárias e vai contar com uma planta que produz e processa o minério no mesmo lugar, com capacidade para gerar cerca de 150 mil toneladas por ano de concentrado de óxido de lítio de alta qualidade — matéria-prima usada nas baterias de carros elétricos e em sistemas de armazenamento de energia.
A empresa já recebeu propostas de compra de várias companhias interessadas no material, e a soma dessas propostas é mais do que o triplo do que a Atlas vai conseguir produzir. Ou seja, a procura pelo concentrado de lítio do Projeto Neves está bem maior do que a oferta.
No Vale do Jequitinhonha, região em desenvolvimento de Minas Gerais, a Atlas Lithium diz que vai gerar mais de 5 mil empregos, diretos e indiretos, quando a operação estiver funcionando por completo. Os funcionários já contratados na região recebem, em média, o dobro do salário local e têm plano de saúde e outros benefícios acima da média da região.
Os principais pontos do comunicado: a empresa mantém o plano de iniciar a produção comercial no 4º trimestre de 2027.
O projeto já tem todas as licenças ambientais e operacionais necessárias — isso reduz bastante o risco de atraso.
As propostas de compra recebidas já somam mais de 3 vezes a produção prevista.
Os números do estudo de viabilidade são fortes: TIR (Taxa Interna de Retorno) de 145% após impostos e retorno do investimento em 11 meses. O custo para produzir uma tonelada é de US$ 489, enquanto o preço de mercado está em torno de US$ 2.300.
Mais de 5 mil empregos, diretos e indiretos, serão criados no Vale do Jequitinhonha.
Nos últimos meses, o projeto avançou bastante no local, com a ajuda de empresas brasileiras de engenharia e construção: Promon Engenharia — projeto detalhado da planta; TSX Engineering — gestão do projeto, custos e riscos; Cerne Construções — engenharia, suprimentos e construção das instalações; RETC Infraestrutura — terraplanagem e obras civis; Alfa Engenharia — montagem dos equipamentos.
Todos os contratos com esses parceiros ficaram dentro ou abaixo do orçamento previsto no estudo de viabilidade — o que mostra que a empresa está controlando bem os custos do projeto.
A Atlas Lithium é dona do maior conjunto de áreas para exploração de lítio do Brasil entre as empresas que têm ações na bolsa — cerca de 557 km² de direitos de mineração nas principais regiões produtoras do país. A ideia é crescer ainda mais, com novas plantas e mais capacidade, acompanhando a demanda mundial por lítio, que deve aumentar com o avanço da inteligência artificial e o crescimento dos carros elétricos.




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