O que você vai ver O que são fônons quirais e por que eles têm um sentido de rotação. Como apenas 3 volts conseguiram inverter esse sentido de giro. Por que o titanato de bário foi escolhido para esse experimento. Por que o movimento permanecer sem o campo elétrico surpreende. Por que isso interessa para... The post Átomos começaram a girar para o outro lado com apenas 3 volts: movimento permaneceu mesmo depois que o campo elétrico sumiu appeared first on O Antagonista .

O novo sentido de rotação permaneceu estável mesmo depois de remover completamente o campo elétrico

Átomos começaram a girar para o outro lado com apenas 3 volts: movimento permaneceu mesmo depois que o campo elétrico sumiu Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR

 O que são fônons quirais e por que eles têm um sentido de rotação.  Como apenas 3 volts conseguiram inverter esse sentido de giro.  Por que o titanato de bário foi escolhido para esse experimento.  Por que o movimento permanecer sem o campo elétrico surpreende.  Por que isso interessa para o desenvolvimento de novos dispositivos.

Átomos numa membrana de material especial começaram a girar para o sentido oposto com a aplicação de apenas 3 volts, e o movimento invertido permaneceu estável mesmo depois que o campo elétrico responsável pela mudança foi completamente removido.

Segundo o phys.org, pesquisadores mostraram que essa quiralidade dos fônons pode ser identificada e manipulada em membranas de titanato de bário, material específico escolhido justamente por suas propriedades adequadas para sustentar e permitir a observação desse tipo de vibração rotacional atômica.

Os pesquisadores conseguiram inverter eletricamente a quiralidade dos fônons usando uma tensão elétrica de apenas 3 volts, valor relativamente baixo que demonstra a sensibilidade do material a estímulos elétricos moderados, sem necessidade de campos elétricos extremamente intensos para provocar a mudança.

Essa capacidade de inverter o sentido de rotação atômica com uma tensão tão modesta é um resultado tecnicamente significativo, já que abre a possibilidade de controlar esse fenômeno com equipamentos elétricos relativamente simples, em vez de depender de fontes de energia especializadas ou de difícil implementação prática.

O titanato de bário possui propriedades estruturais específicas que o tornam adequado para sustentar e permitir a manipulação controlada de fônons quirais, características que o diferenciam de outros materiais que poderiam não responder da mesma forma a estímulos elétricos moderados.

Essa adequação específica do titanato de bário é o que permitiu aos pesquisadores demonstrar a reversibilidade elétrica da quiralidade dos fônons à temperatura ambiente, condição relevante porque muitos fenômenos quânticos comparáveis normalmente exigiriam temperaturas extremamente baixas para serem observados com clareza.

O fato de o novo sentido de rotação dos fônons permanecer estável mesmo depois que a tensão elétrica de 3 volts foi removida surpreende porque, em muitos fenômenos físicos comparáveis, o efeito provocado por um estímulo externo tende a desaparecer assim que esse estímulo é interrompido.

Essa persistência do novo estado sem a necessidade de energia contínua sugere que a inversão da quiralidade dos fônons envolve uma mudança estrutural mais estável dentro do material, e não apenas uma resposta temporária que dependeria da manutenção constante do campo elétrico aplicado inicialmente.

A combinação entre inversão elétrica controlada, baixa tensão necessária e persistência do novo estado sem energia contínua torna esse fenômeno atraente para o desenvolvimento de dispositivos que dependam de armazenamento ou manipulação de informação em nível atômico.

Esse tipo de controle sobre fônons quirais pode eventualmente inspirar aplicações em áreas como computação baseada em novos princípios físicos, já que a capacidade de alternar e manter estados distintos usando tensões elétricas modestas representa uma característica potencialmente útil para futuros dispositivos tecnológicos.

Fenômenos físicos que permanecem estáveis após a remoção do estímulo original também aparecem em outros relatos, como o caso das larvas de esponja, cuja metamorfose disparada pelo pôr do sol se completa em apenas meia hora.

Mais detalhes sobre esse experimento estão disponíveis no site oficial do Phys.org.