Ao CNN Sinais Vitais, Cristine Cukiert, neurologista, e Ronaldo Rosa, cardiologista e diretor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo explicam os sinais do AVC, fatores de risco e a conexão entre coração e cérebro

O início repentino de sintomas é o principal indicativo de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), conforme explicado pela neurologista Cristine Cukiert, neurologista, e Ronaldo Rosa, cardiologista e diretor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ao CNN Sinais Vitais.

Segundo ela, a forma como o quadro se instala é um elemento fundamental para o reconhecimento da condição e a busca por atendimento médico imediato.

Em conversa com o Dr. Roberto Kalil, Cristine destacou que a característica mais importante a ser observada é a instalação abrupta dos sintomas.

"O fato de você estar bem e de uma hora para outra apresentar um déficit é algo que precisa ser levado muito a sério", afirmou.

Entre as manifestações possíveis, ela citou a diminuição de força em um lado do corpo, alterações na fala e quadros de confusão mental.

A neurologista também ressaltou que os sintomas variam conforme a área do cérebro afetada.

Além do AVC, quadros infecciosos e crises convulsivas também podem se manifestar de forma semelhante, sendo igualmente considerados emergências neurológicas.

"Essa característica de ser uma coisa súbita é muito importante", reforçou Cristine Cukiert.

O cardiologista Ronaldo Rosa explicou que os problemas cardiovasculares e cerebrais estão profundamente interligados.

Para ele, não é correto interpretar as doenças de forma isolada, já que os fatores de risco são sistêmicos.

"A pressão alta, o colesterol, o cigarro afetam os vasos sanguíneos que estão no coração, no cérebro e nos rins, fazendo com que as doenças tenham esse caráter sistêmico", disse.

Ronaldo Rosa também explicou que o coração, como órgão responsável pelo bombeamento de sangue para todo o organismo, pode ser origem de complicações cerebrais graves.

Segundo ele, um coágulo formado dentro do coração pode cair na corrente sanguínea e atingir o território cerebral. "Obviamente, alguns problemas cardíacos podem levar a danos a nível cerebral", concluiu.