A inteligência artificial já faz parte da rotina de muitas empresas, mas transformar tecnologia em resultado ainda é um desafio. Foi olhando justamente para essa lacuna que o empresário e professor universitário Leôncio Tabosa estruturou a nova fase da Azimute Inteligência para Negócios , que há cerca de quatro meses atua com uma proposta mais integrada entre gestão, automação e IA. A ideia é ir além da simples contratação de ferramentas prontas. A Azimute entra n

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Soluções personalizadas integram dados, automatizam processos e ampliam segurança e agilidade nos negócios

A inteligência artificial já faz parte da rotina de muitas empresas, mas transformar tecnologia em resultado ainda é um desafio. Foi olhando justamente para essa lacuna que o empresário e professor universitário Leôncio Tabosa estruturou a nova fase da Azimute Inteligência para Negócios, que há cerca de quatro meses atua com uma proposta mais integrada entre gestão, automação e IA.

A ideia é ir além da simples contratação de ferramentas prontas. A Azimute entra no negócio, entende processos, identifica gargalos e desenvolve soluções personalizadas, com inteligência artificial conectada aos dados da própria empresa.

Para Leôncio, um dos problemas atuais é que muitas empresas aderem à inteligência artificial sem saber exatamente como utilizá-la. Assinam plataformas, acumulam ferramentas, mas nem sempre conseguem extrair delas ganho real de produtividade.

“Se você não aprende a usar, ela acaba virando um Google melhorado”, resume.

Um dos diferenciais da Azimute é permitir que o empresário consulte a própria empresa por meio da inteligência artificial. O gestor pode perguntar se o fluxo de caixa permite determinado investimento, solicitar um relatório financeiro ou consultar informações do comercial e do operacional sem precisar procurar manualmente em diversas planilhas e sistemas.

A IA acessa os dados integrados da empresa e transforma essas informações em respostas mais rápidas para a tomada de decisão. O ganho de tempo também aparece nas automações.

Em um dos projetos desenvolvidos pela equipe, processos que antes levavam horas passaram a ser realizados praticamente com um clique. A tecnologia faz leitura de informações, gera documentos, envia mensagens, recebe arquivos e verifica dados automaticamente.

“Dependendo da automação que a gente faz, conseguimos devolver para o empresário pelo menos duas horas do dia dele”, destaca Leôncio.

Sistema personalizado - A personalização é outro ponto forte do trabalho. Em vez de oferecer uma plataforma genérica, cheia de módulos que muitas vezes não são utilizados, a Azimute desenvolve exatamente o que aquele negócio precisa.

Antes de programar, a equipe mapeia os processos e entende a operação. Se o gargalo está no comercial, a solução é construída com foco nessa área. Se está no financeiro, é possível automatizar cobranças, contratos, pagamentos e relatórios.

Para Leôncio, a tecnologia só funciona bem quando existe organização por trás dela. “Para você ter automação e ganhar tempo, precisa ter processo definido”.

Além do desenvolvimento personalizado, a Azimute também trabalha com plataformas em modelo white label, que podem ser comercializadas por parceiros com marca própria, e com parcerias tecnológicas, nas quais empresários apresentam ideias de novos softwares e a equipe participa da análise e do desenvolvimento.

Segurança e uso responsável da IA - Em meio à velocidade com que novas aplicações de inteligência artificial surgem, Leôncio chama atenção para um tema que considera indispensável: segurança da informação.

Segundo ele, hoje é possível criar aplicações rapidamente, mas isso não significa que elas estejam preparadas para proteger dados empresariais.

Por isso, a Azimute trabalha com profissionais especializados e desenvolve sistemas com camadas de segurança, além de configurar a inteligência artificial para utilizar bases confiáveis.

Documentos internos, manuais, informações financeiras, regras de compliance e procedimentos podem ser integrados à IA reduzindo o risco de respostas incorretas.

A Azimute também carrega muito da trajetória de seu fundador. Militar da reserva, Leôncio fez diferentes formações nas áreas de gestão e tecnologia enquanto ainda estava na ativa. Após deixar o Exército, seguiu diretamente para o empreendedorismo e para a gestão de empresas.

Ao longo da carreira, passou por comércio, fábricas, consultorias e administração de negócios. Foi dessa experiência prática que surgiu a vontade de ampliar sua atuação.