Candidato à Presidência reafirmou que é contra a vacinação obrigatória e diz que preocupação é com segurança pública
O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), viralizou nas redes sociais com resposta sobre a vacinação e saúde pública que foi feita na sabatina do Jornal Nacional. O empresário afirmou que é contra a obrigatoriedade nas vacinas e que sua maior preocupação é com a segurança pública, já que "bandidos matam mais que doenças", segundo o candidato.
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Durante a entrevista, promovida pela Rede Globo nessa segunda-feira (24/8), Zema foi perguntado sobre como agiria quanto à queda dos índices de vacinação infantil e como pensa sobre os riscos da não-vacinação, como o surto de sarampo registrado em São Paulo, em julho de 2026. Na resposta, o candidato afirmou ser favorável às vacinas e à ciência, mas que é contra a obrigatoriedade até mesmo em casos como esse.
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"Eu tomei todas as vacinas da Covid, acredito na ciência, recomendo que tomem. Em Minas, eu recomendei que as crianças tomassem. Agora, eu não posso permitir que uma família, que uma criança seja perseguida porque não tomou a vacina. Então, eu tenho para mim que essa questão de ser obrigatório, transformar isso num crime [a vacinação obrigatória], não é o que pode acontecer num país democrático", declarou o ex-governador.
Em seguida à resposta, César Tralli, um dos entrevistadores, volta a questionar sobre o papel do governo dentro de um surto de sarampo. A âncora Renata Vasconcelos ainda completou "se a maioria não se vacinar, a vacina perde o efeito".
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Zema afirma, então, que o papel do governo é o de fazer campanhas de conscientização, vacinando o maior número de pessoas possível, mas o que realmente o preocupa é a segurança pública do país.
"O papel do governo é fazer campanha de conscientização, é vacinar o maior número de pessoas possíveis, porque caso contrário, podemos ter um surto. Agora, o que me preocupa muito é a questão da segurança pública. O que esse governo tem feito com relação aos bandidos? Que estão matando sem parar, muito mais do que qualquer doença. Então, o que eu quero é que o governo vá atrás de bandido, não vá atrás de quem falou que não concorda com a vacina. É um direito, num país democrático", declarou o candidato.
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*Estagiário sob a supervisão do subeditor Humberto Santos
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