"A gente vai criar uma secretaria executiva específica da transição tributária no estado”, assegurou - Arthur Botelho/Folha de Pernambuco O candidato ao governo de Pernambuco pelo PSB, João Campos, avaliou, na manhã desta quinta-feira (17), que há uma chance de haver mudanças na reforma tributária no que diz respeito ao fim dos benefícios tributários de estados do Nordeste.
Durante sabatina promovida pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) do Recife, o candidato argumentou que a reforma a ser implementada, ao manter os incentivos à Zona Franca de Manaus, pode desestabilizar outras regiões e motivar uma revisão.
O texto da reforma tributária prevê, entre outras medidas, reduzir os incentivos fiscais nos estados do Nordeste gradativamente até zerá-los em 2032. A reforma, no entanto, não atinge a Zona Franca de Manaus, cujos incentivos fiscais foram mantidos integralmente até 2073.
“A Zona Franca de Manaus vai mexer com a maioria do Brasil, de forma que vai desequilibrar a competição com quase todo o país. Então, há uma chance, acredito, de revisão disso. E o Nordeste vai ter de se posicionar nesse momento de revisão. Para isso (o possível momento de revisão), a gente vai criar uma secretaria executiva específica para a transição tributária no estado”, assegurou.
Transnordestina João Campos reforçou a promessa de reivindicar a gestão do ramal pernambucano da ferrovia Transnordestina e disse que, caso seja eleito, irá pessoalmente à Brasília em janeiro do próximo ano para apresentar a solicitação ao governo federal. Segundo o candidato, a medida visa garantir a competitividade do trecho de Pernambuco.
“A partir do momento em que a gente assumir, como estado, a responsabilidade da obra, discutirá o modelo de financiamento dela com a União”, afirmou.
Segundo o candidato, o estado tem uma janela de tempo curta para adiantar a estrutura da ferrovia. Acrescentou que, enquanto Pernambuco ainda sofre entraves com a construção do ramal Salgueiro-Suape, o Ceará vai chegar ao Porto de Pecém no final do próximo ano.
“O que não dá é essa obra, numa carteira nacional com 100 outros projetos, ficar na posição 73 ou 74. Tem que ser a obra de Pernambuco, precisa ter uma gestão direta do governo do estado”, afirmou.




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