Evento comercial projeta movimentação bilionária na economia do país; termo surgiu no século XIX após forte crise no mercado de ouro de Nova York
Um dos períodos mais aguardados por lojistas e consumidores está chegando. Neste ano, a Black Friday acontece em 27 de novembro e deve movimentar novamente o comércio no Brasil e no mundo.
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Com origem da data nos Estados Unidos, ela foi se espalhando por diversos países e ganhou força também por aqui.
Em 2025, o comércio online brasileiro movimentou R$ 7,93 bilhões durante o período, segundo dados da Abiacom (Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce). Só na sexta-feira da Black Friday foram R$ 4,76 bilhões, alta de 11,2% em relação ao ano anterior (2024).
Mas você sabe de onde veio o nome Black Friday? E sabia que ele nem sempre teve relação com compras? Confira algumas curiosidades.
Hoje, o termo é quase sinônimo de promoções. Mas a sua origem é bem diferente do que é atualmente.
A primeira vez que "Black Friday" foi registrada foi em 24 de setembro de 1869, quando os especuladores Jay Gould e James Fisk tentaram controlar o mercado de ouro na Bolsa de Nova York.
O Governo precisou intervir e aumentou a oferta do metal no mercado. Com isso, os preços caíram e muitos investidores perderam grandes fortunas.
Sendo assim, a primeira "Black Friday" da história não teve nada de liquidação.
Pode parecer até estranho, mas os desfiles de Papai Noel também fazem parte da história da Black Friday.
Em 1905, a loja de departamentos canadense Eaton's realizou o primeiro desfile do Papai Noel. A chegada do personagem ao final do evento simbolizou o início da temporada de festas das compras de Natal.
A tradição chamou atenção das lojas americanas, como a Macy's, que passaram a organizar seus próprios desfiles. A ideia era começar um movimento no comércio antes do Natal.
Hoje, é mais fácil saber quando será a data, mas isso nem sempre foi assim. Durante anos, o Dia de Ação de Graças era celebrado na última quinta-feira de novembro nos Estados Unidos. Em 1939, porém, a data caiu no último dia do mês, deixando menos tempo para as compras de Natal.
Os lojistas ficaram preocupados e pediram ao então presidente Franklin Roosevelt que antecipasse a comemoração para uma semana antes.
A mudança durou alguns anos e chegou a render um apelido curioso: "Franksgiving", uma mistura de Franklin com Thanksgiving, nome do feriado em inglês.
Em 1941, o Congresso resolveu a questão e definiu que o Dia de Ação de Graças seria celebrado na quarta quinta-feira de novembro.
A sexta-feira depois do Dia de Ação de Graças também virou assunto no ambiente de trabalho. Em 1951, uma publicação chamada Factory Management and Maintenance usou a expressão "síndrome da sexta-feira após o Dia de Ação de Graças" para falar sobre o grande número de trabalhadores que faltavam naquele dia.
A publicação brincava com a situação e comparava os efeitos da "doença" aos de uma epidemia.
Pelo visto, o problema de querer faltar depois do feriado é mais antigo do que parece.
O nome também não agradava aos comerciantes. Na Filadélfia, policiais começaram a usar "Black Friday" para falar sobre o trânsito intenso e a confusão provocada pelo grande número de consumidores nas ruas.




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