A lista da Bola de Ouro feminina já saiu, mas há uma grande ausência. E ainda Trinity Rodman e Ben Shalton, o casal maravilha que apaixona a comunidade do ténis.

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Ontem, no Três Toques, falamos aqui de nomeados à Bola de Ouro, mas ficámo-nos pelo lado masculino. E a nossa ouvinte, Raquel Araújo, lembrou-nos, e bem, que também foram anunciadas as candidatas à Bola de Ouro feminina, e não apenas à Bola de Ouro a melhor jogadora, mas também dos treinadores e guarda-redes. Então vamos olhar aqui para as 30 candidatas. Há uma ausência de peso nesta lista, por razões de lesão. Aitana Bonmatí, a jogadora espanhola que venceu as últimas três edições da Bola de Ouro, não está nomeada. Ela esteve lesionada durante a maior parte da época e abre-se assim espaço para que outras jogadoras se posicionem na pole position para conquistar. E quem está à frente é Alexia Putellas, a jogadora do Barcelona, que já venceu em 2021 e 2022 e agora também pode igualar Aitana Bonmatí, a sua companheira de equipa, com um terceiro troféu, se ganhar este ano. Todos indicam que ela é a principal favorita, joga no Barcelona, que tem dominado o futebol europeu, nível feminino. Mas há também outras rivais, como Eva Pajor, são quase todas do Barcelona, as principais candidatas. A avançada polaca é outra das figuras da equipa que venceu a Liga dos Campeões e está aqui entre as jogadoras que são mais frequentemente apontadas como sérias candidatas ao prémio e, também para não fugir à regra, Patri Guijarro, também do Barcelona, é outra das mais fortes candidatas. Depois há aqui, fora do Barcelona, candidatas que não estarão ao mesmo nível, como a jogadora haitiana Melchie Dumornay, do Lyon, que poderá também ter aqui uma hipótese, mas normalmente, como acontece no futebol masculino, as principais candidatas são dos clubes que ganham os troféus mais importantes. Este ano não houve uma grande competição de seleções a nível feminino, portanto, muito provavelmente a candidata a ganhar a Bola de Ouro sairá do Barcelona e há aqui a grande favorita, Alexia Putellas, e há aqui um domínio também das jogadoras espanholas neste prémio. Este ano, no setor masculino, também Rodri será um dos mais fortes candidatos, mas tem havido aqui um predomínio claro de jogadoras espanholas, ao contrário do que tem acontecido no setor masculino, onde apenas dois jogadores já ganharam a Bola de Ouro ao longo de toda a história deste prémio, o mais prestigiado prémio individual do futebol. Uma curiosidade é que também foram anunciados os nomeados para treinadores do ano, no futebol feminino, a Bola de Ouro para o treinador do ano. Há cinco nomeados, tal como acontece no setor masculino. E aqui a curiosidade é que, dos cinco nomeados, quatro são homens. Há apenas uma treinadora, Elena Sadiku, do Celtic e do ACN. Os restantes são homens. Jonathan Giráldez, do Lyon, André Jagelerz, do Manchester City, Nils Nilsson, da seleção do Japão, e lá está, Pere Romeu, do Barcelona. Provavelmente, também será ele o mais forte candidato a vencer a Bola de Ouro para os treinadores. Vamos olhar agora para o Open dos Estados Unidos. Uma das grandes figuras do Open dos Estados Unidos tem sido Ben Shelton, que ontem, numa maratona que se prolongou até às 3h30 da manhã, derrotou Carlos Alcaraz. Por isso é que estás com óculos hoje. Isto foi ontem, 3h30. 8h30 da manhã, aqui já estávamos aqui. Às 8h30 nós chegámos aqui e eles ainda estavam a jogar. E foi resolvido no quinto set. Comecei a ver ontem à noite, mas estou a ver aquilo em capítulos. Só pode ser assim, só dá assim. Ainda que ontem também tenha havido bons jogos, mas não foram tão emocionantes como os da véspera e com esse grande jogo entre Ben Shelton e Carlos Alcaraz. Ben Shelton chega às semifinais onde vai encontrar o compatriota Frances Tiafoe. Portanto, vamos ter um americano na final. Isto está garantido. Vamos ver depois quem será o adversário, ou Karen Khachanov ou Alexander Zverev, que vão disputar a outra meia final. Mas se a grande figura, ou uma das grandes figuras nos cortes tem sido Ben Shelton, nas bancadas tem brilhado a namorada Trinity Rodman. Tem a ver, é filha de Dennis Rodman, o basquetebolista. E não é só isso, ela não é só filha e namorada, ela é por direito próprio uma figura. É futebolista também. É a futebolista mais bem paga do mundo, mais bem paga da liga norte-americana e, por consequência, a mais bem paga do mundo. E ela veio dizer, ao se apresentar, ela apresentou-se num dos jogos com uma t-shirt a dizer: "I love my boyfriend". E ela diz que não se importa nada de assumir o papel do WAG, aquele acrônimo para wives and girlfriends no futebol, as mulheres e as namoradas, porque Ben Shelton também tem sido um HB, husband and boyfriend, porque tem apoiado nos jogos, tem estado presente em muitos jogos da equipa, as Washington Spirit, em que joga Trinity Rodman. Será que ele namora com ela por causa do carro dela? O automóvel dela. Ela deve ter um grande automóvel. Muito provavelmente, se calhar até tem um automóvel melhor do que o dele. Há sempre esse mito, se quiseres. Ao contrário, existe. Se calhar devia funcionar. Neste caso, há aqui uma verdadeira power couple do desporto, e estávamos a falar há pouco do futebol feminino, nos Estados Unidos tem um impacto e um peso até do ponto de vista económico, muito superior ao resto do mundo. E Trinity Rodman é, de facto, a grande figura da liga norte-americana e há esta curiosidade aqui, é os dois, de facto, estarem presentes, visivelmente presentes nos jogos, sempre que é possível, porque por vezes, devido aos calendários, não conseguem estar presentes, mas não se importam nada de aparecer ali em determinados momentos, como as figuras secundárias, porque há os momentos em que brilham. Desta vez é Ben Shelton a brilhar, noutras ocasiões será Trinity Rodman. Por último, para fechar, uma notícia insólita aconteceu na série B do Brasil, no jogo do Juventude contra o Criciúma. E houve um jogador, Marcos Paulo, não Marco Paulo, mas Marcos Paulo. Era um ator de novela. Era um ator de novela, já falecido, uma das grandes figuras da Globo e também realizador. Este Marcos Paulo, o defesa, teve uma saída inopinada de campo. Ele teve mesmo de sair rapidinho, sem dar justificações a ninguém, para ir à casa de banho. E abandonou o campo e quando já se preparava, porque ele não disse o que se passava, o treinador ia substituí-lo e quando o ia substituir, ele regressou ao campo. E então foi parada a substituição, ele regressou ao campo e ainda marcou o gol da vitória do clube. Estava mesmo a precisar daquilo. Passou-se qualquer coisa que o ajudou depois a voltar ao campo e a ser o marcador do gol decisivo.