As principais bolsas europeias abriram mistas, devido à tensão no Médio Oriente, dados de inflação e dúvidas sobre a tecnologia.
As principais bolsas europeias abriram hoje mistas, devido às dúvidas sobre a tecnologia, os dados de inflação e a tensão no Médio Oriente, com novos planos de ataque dos EUA contra infraestruturas do Irão.
Às 09:15 em Lisboa, o EuroStoxx 600 descia 0,25% para 636,29 pontos.
As bolsas de Londres, Paris e Madrid avançavam 0,25%, 0,61% e 0,57%, enquanto, em sentido contrário, Frankfurt e Milão desciam 0,22% e 0,42%.
A bolsa de Lisboa invertia a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a baixar 0,17% para 9.399,91 pontos.
O euro estava em alta face ao dólar, acima de 1,12 dólares e valorizava-se 0,48% para 1,1211 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt.
O aumento maior do que o esperado da taxa de inflação dos EUA, que fechou setembro em 3,7%, reduziu as possibilidades de que a Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) baixe as taxas de juro. As taxas de juro encarecem o financiamento, o que afeta as empresas de tecnologia e as infraestruturas de IA que requerem investimentos milionários.
Hoje foram conhecidos os resultados da TSMC, o maior fabricante de semicondutores por contrato do mundo, que ganhou no terceiro trimestre do ano 23.655 milhões de dólares (21.102 milhões de euros), mais 68,7% do que no mesmo período do ano passado.
Os futuros dos índices norte-americanos registam um avanço de 0,26% para o Dow Jones e de 1,22% para o tecnológico Nasdaq, depois de terem terminado em baixa na véspera.
A tendência de baixa dos índices norte-americanos verificada na quarta-feira fez-se sentir hoje nas bolsas asiáticas, onde se realizaram vendas massivas devido às dúvidas sobre a tecnologia.
O Kospi sul-coreano fechou com uma queda de 7,57%, o Nikkei de Tóquio cedeu 4,9%, a bolsa de Xangai perdeu 1,59%, a de Shenzhen 2,43% e o Hang Seng de Hong Kong caia 1,43% pouco antes do final da sessão.
Da mesma forma, a situação no Irão volta a agravar-se depois de o Exército dos Estados Unidos ter feito novos planos que incluem a possível utilização da chamada "mãe de todas as bombas" contra a infraestrutura energética e as instalações nucleares do Irão.
Por sua vez, os líderes da UE reúnem-se no primeiro dia de uma cimeira onde discutirão o aumento dos preços da energia, as tensões comerciais com a China e o próximo orçamento comunitário de longo prazo para o período de 2028 a 2034, entre outros assuntos.
Por outro lado, a Comissão Marítima Federal (FMC, na sigla em inglês), que é a agência federal independente responsável por regular o sistema de transporte marítimo internacional dos EUA, propôs impor taxas de 200.000 dólares por viagem a navios de bandeira espanhola e restringir a importação de produtos de Espanha.
Apesar de tudo isso, o preço do petróleo hoje cai, com o do contrato genérico de barril de Brent, de referência na Europa, a descer 1,89% para 104,06 dólares e o do barril de West Texas Intermediate (WTI), de referência nos Estados Unidos da América (EUA), a recuar 1,02% para 94,12 dólares.
O preço do contrato ativo de gás natural no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, baixava 1,91% para 85,475 euros por megawatt-hora (MWh).
No mercado da dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, desciam para 3,390%, contra 3,506%, bem como os de França, para 4,771%, contra 4,880%.
Os juros da dívida dos Estados Unidos da América a 10 anos também recuavam, para 5,094%, contra 5,187% na véspera.
O preço do ouro sobe 0,88% para 4.141,64 dólares a onça, bem como o da prata, que avança 1,57% para 56,4352 dólares.
Se na quarta-feira foi o IPC dos EUA de setembro que centrou a atenção dos investidores, hoje será publicado o índice de preços de produção (IPP), que mede a evolução dos preços a nível de fábrica, e os pedidos semanais de benefícios de desemprego.
Também será conhecido o dado de inflação de França.




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