Mais da metade dos nascimentos no Brasil acontece por cesariana, segundo levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). Foto: Magnific/freestockcenter Levantamento da OMS mostra que 55% dos nascimentos no país ocorrem por cesariana. Entre 2009 e 2023, o SUS registrou queda dos partos vaginais e aumento das cirurgias. O post Brasil está entre os países que mais fazem cesáreas no mundo; entenda por que o parto cirúrgico cresce apareceu primeiro em Diário do Pará .
Brasil está entre os países que mais fazem cesáreas no mundo; entenda por que o parto cirúrgico cresce Brasil está entre os países que mais fazem cesáreas no mundo; entenda por que o parto cirúrgico cresce Brasil está entre os países que mais fazem cesáreas no mundo; entenda por que o parto cirúrgico cresce Brasil está entre os países que mais fazem cesáreas no mundo; entenda por que o parto cirúrgico cresce
O Brasil continua entre os países que mais realizam partos por cesariana. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicados na revista científica BMJ Global Health, mostram que 55% dos nascimentos no país acontecem por meio do procedimento cirúrgico.
O levantamento reúne informações de 2009 a 2023 e revela mudanças importantes no perfil dos partos brasileiros, com impactos na saúde das mulheres, nos gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) e nas decisões das gestantes.
No mesmo período, o SUS registrou queda de 39% nos partos vaginais, enquanto as cesarianas cresceram 38%. As diferenças regionais também chamam atenção. O Nordeste, historicamente com menor participação desse tipo de parto, apresentou crescimento expressivo, enquanto estados como Roraima, no Norte, reduziram significativamente seus índices.
O cenário reforça o debate sobre os fatores culturais, sociais e estruturais que influenciam a preferência pelo parto cirúrgico e sobre os impactos desse avanço.
Mais da metade dos bebês brasileiros nasce por cesariana. O índice de 55% coloca o Brasil entre os países com maior frequência desse procedimento, conforme os dados da OMS.
Entre 2009 e 2023, análise do Centro de Estudos e Promoção de Políticas de Saúde (CEPPS), do Hospital Israelita Albert Einstein, identificou mudanças importantes nos registros do SUS. Ao longo desses 14 anos, os partos vaginais diminuíram 39%, enquanto as cesarianas aumentaram 38%.
As diferenças entre as regiões também se intensificaram. O Nordeste, que tradicionalmente registrava os menores índices de cesarianas, apresentou forte crescimento. Em sentido contrário, Roraima reduziu sua taxa de 19,4% para 6,8%.
Segundo o ginecologista e obstetra Eduardo Felix Santana, professor do Einstein e um dos autores do estudo, o aumento das cesarianas representa um desafio para o sistema público, já que o procedimento exige maior tempo de internação e aumenta os custos da assistência hospitalar.
Por que tantas mulheres fazem cesariana?
A cultura da cesariana ganhou força no Brasil a partir da década de 1970. Para a médica Eliana Amaral, professora titular de Obstetrícia da Unicamp, consolidou-se a percepção de que o parto cirúrgico seria uma alternativa mais moderna, mais segura e menos dolorosa, influenciando a escolha de muitas gestantes.
Outro fator apontado é o medo da dor durante o trabalho de parto. O ginecologista Henri Augusto Korkes, da PUC-SP, afirma que, embora a analgesia seja um direito garantido por lei, ela nem sempre está disponível de forma adequada, o que aumenta a insegurança das mulheres.
A formação dos profissionais também pesa nessa decisão. Segundo Augusto Korkes, muitos obstetras não recebem treinamento para utilizar instrumentos como fórceps e vácuo extrator, reduzindo a confiança para conduzir partos vaginais e favorecendo a cesariana como alternativa considerada mais segura.
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