Para marcar a data, a Fifa preparou ações nas cidades-sede: Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, Fortaleza e Recife
O Brasil entrou em contagem regressiva e já entra no clima para receber a Copa do Mundo feminina em 2027, a primeira na América do Sul, que terá a festa de abertura em exatamente um ano.
O torneio vai ocorrer em oito cidades-sede — Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, Fortaleza e Recife — e reunirá 32 seleções.
Aline Pellegrino, gerente de Competições Femininas da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), vê o Mundial como uma oportunidade também de mudança cultural, onde o futebol feminino poderá construir bases mais sólidas.
Viver uma Copa do Mundo no Brasil é sempre muito especial. Recebemos duas Copas masculinas [1950 e 2014] e vamos receber, pela primeira vez, a feminina. É importante neste momento de mudanças da sociedade, no reconhecimento do espaço da mulher... O quanto essa Copa vai também para o lado social, uma sociedade mais igualitária.
Eu acho que o futebol tem esse poder de mudança, de transformação. Acredito que um grande legado que pode acontecer, por si só, é esse legado de uma mudança cultural.Aline Pellegrino, à CBF TV
E obviamente que durante o processo, até esse um ano que temos para Copa do Mundo, temos muito para fazer e construir para deixar bases sólidas que vão permitir que mais meninas tenham acesso à prática, seja no cenário social ou seja para quem quer, de fato, tentar chegar a uma seleção brasileira. Acho que temos essas outras oportunidades ao longo desse um ano, para que possamos ver esses frutos por, no mínimo, uns 10 anos.Aline Pellegrino, à CBF TV
Para marcar a data, a Fifa preparou uma série de ações nas cidades-sede. No Rio de Janeiro, a artista Paula Cruz vai assinar um mural nos arredores do Maracanã. Além disso, o Maracanã, os Arcos da Lapa, a Igreja da Penha e outros pontos turísticos vão receber iluminação especial, enquanto o Cristo Redentor terá uma projeção especial com a logomarca da Copa do Mundo Feminina 2027.
Em São Paulo, Aline Bispo será a autora de uma intervenção artística na rua Mário de Alencar, próximo ao Beco do Batman. Em Recife, a Ponte Paulo Guerra, conhecida como Ponte Estaiada, vai receber as cores verde e amarela.
Juliana Agatte, secretária extraordinária para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027, também cita que o torneio é uma oportunidade de ampliar o acesso ao futebol às jovens brasileiras.
"A realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil representa o reconhecimento de uma trajetória marcada por resistência e superação. É uma oportunidade de consolidar políticas públicas, ampliar o acesso ao esporte e garantir que meninas e mulheres se vejam representadas e protagonistas dentro e fora dos campos", afirmou, ao site do governo federal, em março.
A ex-jogadora Marileia dos Santos, atualmente diretora de Políticas de Futebol e de Promoção do Futebol Feminino do Ministério do Esporte, ressaltou a ideia de descentralizar o impacto da Copa do Mundo no esporte nacional.
Já temos a Estratégia Nacional para o Futebol Feminino em andamento, que é um plano para fortalecer a base e incentivar mais meninas e mulheres a praticarem a modalidade, além de formar técnicas, árbitras e gestoras. Isso tudo vai se intensificar com a chegada da Copa. Queremos formar uma rede sólida, que permaneça muito além de 2027. A ideia é descentralizar, para que o impacto do futebol feminino floresça em todos os cantos do país.Marileia dos Santos, ao site do governo, em maio de 2025
1991 - China -- Campeã: Estados Unidos1995 - Suécia -- Campeã: Noruega1999 - Estados Unidos -- Campeã: Estados Unidos2003 - Estados Unidos -- Campeã: Alemanha2007 - China -- Campeã: Alemanha2011 - Alemanha -- Campeã: Japão2015 - Canadá -- Campeã: Estados Unidos2019 - França -- Campeã: Estados Unidos2023 - Austrália e Nova Zelândia -- Campeã: Espanha2027 - Brasil
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