Banco aguarda aporte do Governo do Distrito Federal, que ainda negocia operação com Fundo Garantidor de Créditos
Compartilhar matériaO BRB (Banco de Brasília) quer acertar as características finais do empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) até esta terça-feira (30). Inicialmente, a instituição regional pretendia divulgar o seu balanço até o final de junho, mas a publicação do documento depende da operação de crédito.
Depois de acordado os detalhes finais da negociação, o BRB e o GDF pretendem anunciar a contratação na sequência, o que deve acontecer a partir da semana que vem, segundo fontes ouvidas pela CNN.
Em nota, a Secretaria de Economia do GDF afirmou governo já está pronto para assinar o contrato, mas que depende dos trâmites das instituições financeiras envolvidas e não há prazo legal para sua conclusão.
A governadora Celina Leão já conseguiu autorização da Câmara Legislativa para fazer a operação. A legislação distrital ratifica os termos do acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal que viabiliza a operação de crédito.
Como parte do acordo homologado no STF, o governo distrital assume contragarantias. Serão utilizados dois fundos do Distrito Federal para esta finalidade. São eles:
O governo regional também se comprometeu a adotar medidas de ajuste fiscal com vistas à condução do ente a uma trajetória de equilíbrio fiscal. Atualmente, a situação fiscal do Distrito Federal lhe confere a nota C na CAPAG (Capacidade de Pagamento), indicador do Tesouro Nacional.
O BRB precisa de um aporte de R$ 8,8 bilhões para melhorar os seus índices de saúde financeira, dos quais R$ 6,6 bilhões serão adquiridos via empréstimo junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Outros R$ 2,2 bilhões serão aportados com recursos que o GDF obteve com a securitização da dívida ativa.
O prazo final para divulgação do balanço encerrou em 31 de março. O atraso na divulgação prejudica a imagem do banco, que teve seu rating rebaixado pela S&P Global pela 2ª vez em menos de três meses.
A CNN procurou o BRB, mas não recebeu respostas até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.




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