Tempo de espera e exigência de descanso de 11 horas atrasam viagens no Mercosul em até 2 dias; setor cobra reajuste na tabela da ANTT
Tempo de espera e exigência de descanso de 11 horas atrasam viagens no Mercosul em até 2 dias; setor cobra reajuste na tabela da ANTT
Pedro França/Agência Senado - 23.dez.2025
de Brasília 23.jun.2026 (terça-feira) - 17h54 Siga o Poder360 no Google
O transporte de cargas pelos países vizinhos do Brasil impõe um pedágio invisível alto às empresas de logística. A imprevisibilidade de prazos para a liberação de cargas se tornou o principal ralo financeiro e de competitividade do setor, segundo afirmaram empresários no 1º Encontro de Transporte Rodoviário Internacional de Cargas, organizado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) nesta 3ª feira (23.jun.2026).
Os empresários também reclamaram da Lei do Motorista, que determina 11 horas ininterruptas de descanso aos condutores. Diferentemente do transporte nacional, o fluxo internacional envolve longos tempos de espera para controles aduaneiros que escapam da gestão das transportadoras.
Eis as principais queixas apresentadas:
Diante dos custos criados pelo tempo ocioso, representantes do transporte pedem a intervenção do governo.
De acordo com a ANTT, as rodovias:
Integrantes da Receita Federal presentes no evento reconheceram o impacto negativo do trânsito aduaneiro, mas disseram que o órgão trabalha em medidas para desburocratizar a passagem.
Na prática, um caminhão seguro sairá da origem direto ao destino sem precisar parar em instâncias burocráticas da Receita. O benefício será exclusivo para os transportadores classificados como OEA (Operador Econômico Autorizado).

