Cafés gourmet e especiais sustentam crescimento em mercado estável

David Lucena conta tudo sobre a bebida, do grão à xícara

Link externo, abre página da no Twitter

Link externo, abre página da no Instagram

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

benefício do assinante

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

benefício do assinante

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Salvar para ler depois

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

Então é isso: até o café Pilão gourmetizou. Não é força de expressão, mas uma constatação confirmada pela classificação oficial do produto. A marca lançou uma versão classificada como gourmet —uma novidade que diz muito sobre uma das principais transformações do mercado de café nos últimos anos.

O novo Pilão em grãos tem identidade visual semelhante à da versão tradicional. Tem cara de Pilão, jeito de Pilão, mas não é exatamente aquele café associado ao consumo popular e ao amargor mais intenso.

A começar pelo preço. A embalagem de 1 kg custa R$ 150 no site oficial da marca, embora possa ser encontrada por cerca de R$ 89 em varejistas como a Amazon. Nos mesmos canais, o Pilão tradicional varia entre R$ 50 e R$ 90 o quilo.

Ao abrir o pacote, nota-se outra mudança: a torra é menos escura e o aroma, mais equilibrado. Na xícara, o amargor é menor do que o da versão clássica da marca.

Não à toa, o novo Pilão recebeu o selo de gourmet na escala de avaliação da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café). Gourmet é uma das categorias de café existentes no Brasil. As outras são: extraforte, tradicional, superior e especial. Entenda na galeria de imagens abaixo a diferença entre elas:

Voltar Compartilhe Ícone Facebook Facebook Ícone Whatsapp Whatsapp Ícone X X Ícone de messenger Messenger Ícone Linkedin Linkedin Ícone de envelope E-mail Ícone de linkCadeado representando um link Copiar link Ícone fechar

O lançamento da Pilão é um reflexo do atual momento do mercado, no qual gourmetizar se tornou estratégia para alavancar o crescimento. Isso porque, enquanto o consumo geral de café no Brasil apresenta tendência de estabilização, os cafés finos –em especial os das categorias gourmet e especial– são os que mais crescem em volume vendido.

Além disso, em um momento de alta de preços, esses produtos, por já serem mais caros, permitem que a indústria mantenha uma margem de lucro razoável mesmo ao pagar mais caro pela matéria-prima.

Por isso, as grandes marcas têm desenvolvido linhas para atender esses consumidores interessados em cafés de maior valor agregado. O grupo 3corações criou um rótulo somente com cafés especiais: trata-se da marca Rituais. Já a Melitta aposta na linha Regiões Brasileiras, voltada ao segmento gourmet e com diferentes perfis sensoriais.

A Bacio di Latte agora serve affogato, bebida italiana que consiste em um café espresso extraído sobre uma bola de sorvete. A novidade está disponível em todas as lojas da rede que têm serviço de cafeteria. É possível pedir na versão clássica –com sorvete de leite– ou na versão com calda e sorvete de pistache.