Escritor e dramaturgo Ariano Suassuna teve atuação marcante na defesa da cultura nordestina - Foto: Assessoria/Divulgação A Câmara Municipal do Recife aprovou, nesta terça-feira (15), em primeira e segunda discussão, o Projeto de Lei Ordinária (PLO 262/2026) que declara o escritor Ariano Vilar Suassuna como “Patrono da Cultura do Recife”. A proposta, que homenageia o autor por sua dedicação à difusão e defesa das tradições populares, é de autoria do vereador Rinaldo Junior (PSB) e segue agora para a sanção do prefeito Victor Marques.
Segundo o parlamentar, a concessão do título reconhece a relação umbilical do intelectual com a capital pernambucana. “É incontestável a importância de Ariano Suassuna para a cultura do Recife, pois foi a capital pernambucana o principal palco de sua atuação intelectual, artística e política, cidade a qual ele adopted ainda jovem e aonde fez em toda sua vida uma defesa incansável da cultura nordestina”, destacou Rinaldo Junior. Trajetória Nascido em João Pessoa, na Paraíba, em 16 de junho de 1927, Ariano Suassuna mudou-se com a família para o Recife em 1942, onde estudou no Ginásio Pernambucano e no Colégio Oswaldo Cruz. Em 1950, concluiu o curso de Direito na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), instituição na qual ingressou posteriormente, em 1956, como professor de Estética. Sua produção dramática e literária começou a ganhar projeção nacional ainda na juventude, com a escrita de “Uma mulher vestida de sol” (1947) e do clássico “Auto da Compadecida” (1955), obra agraciada com a Medalha de Ouro da Associação Paulista de Críticos Teatrais em 1958. No ano seguinte, ao lado de Hermilo Borba Filho, Ariano fundou o Teatro Popular do Nordeste, fortalecendo a cena das artes cênicas na cidade.




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