Câmaras equipadas com Inteligência Artificial (IA) foram instaladas em camiões de recolha de lixo volumoso para detetar automaticamente infrações urbanísticas, como relva alta, lixo acumulado, ervas daninhas, entulho ou problemas estruturais nas fachadas. A...

Câmaras equipadas com Inteligência Artificial (IA) foram instaladas em camiões de recolha de lixo volumoso para detetar automaticamente infrações urbanísticas, como relva alta, lixo acumulado, ervas daninhas, entulho ou problemas estruturais nas fachadas.

A cidade de Dallas, nos Estados Unidos da América (EUA), começou a testar câmaras equipadas com IA montadas em camiões de recolha de lixo volumoso, por forma a detetar automaticamente infrações urbanísticas.

A cada propriedade fotografada é atribuída uma blight score (em português, pontuação de degradação), numa escala de 1 a 4, sendo 4 o nível mais grave.

De acordo com registos obtidos pela estação local NBC 5, a cidade começou a testar este sistema em abril, tendo intensificado a sua utilização ao longo do verão.

No total, são 100 câmaras, montadas aos pares em 50 camiões, uma de cada lado do veículo, com resolução de 1920 x 1080 pixeis e sem qualquer zoom ótico ou digital.

Segundo a autarquia, as câmaras operam ao nível da rua e não conseguem captar imagens acima de vedações.

A empresa responsável pela tecnologia, a City Detect, garante que não tem qualquer influência sobre a forma como a cidade utiliza os dados para efeitos de fiscalização.

Segundo o diretor-executivo da empresa, Gavin Baum-Blake, rostos e matrículas são automaticamente desfocados nas imagens captadas.

Além disso, de acordo com a autarquia, os modelos de IA foram treinados com exemplos que cobrem diferentes estações do ano, estilos arquitetónicos, bairros, condições de iluminação, condições meteorológicas e zonas geográficas, numa tentativa de reduzir deteções inconsistentes ou enviesadas.

Os dados e as imagens ficam armazenados em servidores na cloud, localizados nos EUA, e a City Detect mantém essa informação durante todo o período do contrato com a cidade.

Às preocupações com os critérios juntam-se as questões de privacidade, uma vez que se trata de fotografias tiradas a propriedades privadas sem qualquer consentimento dos donos. Além disso, o receio de que o sistema erre nas suas deteções.

O maior receio dos críticos prende-se com o impacto desproporcional que este tipo de fiscalização automatizada pode ter sobre zonas economicamente mais vulneráveis, onde problemas de manutenção habitacional tendem a ser mais frequentes e onde pagar uma coima pode pesar muito no orçamento familiar.

Perante a contestação, o vereador Chad West propôs cortar o financiamento ao contrato de três anos e 2,5 milhões de dólares que sustenta o programa.

Contudo, acabou por aceitar adiar esta proposta depois de a câmara municipal se ter comprometido a realizar uma audiência pública sobre o tema, em dezembro.

Apesar de reconhecer utilidade à tecnologia, nomeadamente na deteção de despejos ilegais de lixo, West defende que é necessário investigar melhor o impacto sobre as famílias afetadas e perceber quem tem, de facto, acesso às imagens recolhidas.

Tags: câmara camião do lixo EUA

Multem os ricos que esses para ficarem ricos mentiram e mentem todos os dias e obrigam tantos outros a mentir e a explorar, não dignificam o ser Humano.

Por aqui, os camiões do lixo atacam os routers 3g. Ou então é o excesso de campo magnético, mas se é isso, é um problema sério para a saúde.

Se é mesmo ataque informático, é um problema sério de violação de espaço/privacidade.

O BIG BROTHER a avnçar mundialmente.