Jogadores se importam mais em jogar do que simular faltas, enquanto árbitros sabem que são coadjuvantes e não estrelas

Sou um ansioso assumido. Estou adorando a Copa do Mundo e talvez por isso não quero que acabe, por mais que esteja com déficit de sono. Sequer chegamos à metade dos jogos e já sinto uma pontinha de melancolia de saber que em menos de um mês não estaremos mais vivendo intensamente a competição. Que ali adiante não saberemos mais nada sobre os goleiros de Cabo Verde e do Irã, não ficaremos acordados até 2h da manhã para ver um Japão x Tunísia ou um Argélia x Jordânia e nem estaremos revisando o ranking do bolão a cada meia hora.

Mas o que talvez mais assusta seja o que vem pela frente: retornar ao cenário do futebol brasileiro. Nada contra, tenho inclusive amigos que gostam. Nem falo da diferença do nível técnico das equipes, porque seria covardia. Hoje, já me daria por satisfeito se, a partir de agosto, a arbitragem repetisse aqui o que se vê na Copa. Prestem atenção nos jogos do Mundial. Os jogadores não caem ao mínimo contato e, mesmo quando caem, na maioria das vezes não é falta. A nata do futebol se preocupa mais em jogar do que em tirar vantagem com simulações. Os goleiros, quando seu time está vencendo, não beiram o óbito a cada defesa.

Da mesma forma, os árbitros, quem diria, comandam o jogo sem muito papo e muito menos estrelismo. Não se escondem atrás de faltas que apenas atrasam o jogo. Não jogam toda a responsabilidade para o VAR. Sabem que estão ali como coadjuvantes, não estrelas. Que bom seria se a Copa servisse de exemplo.

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