Carlos Sant'Anna na rádio folha - Paulo Almeida/Folha de Pernambuco O candidato ao Senado Carlos Sant’Anna (Novo) evitou definir como votaria no Senado uma eventual proposta para derrubar a escala de trabalho 6x1 e defendeu que a discussão sobre a jornada seja ampliada para temas como produtividade, eficiência e remuneração.
Para o candidato, a discussão entre as escalas 6x1 e 5x2, isoladamente, não contempla os principais problemas do mercado de trabalho brasileiro.
“Eu sou a favor de que a gente tenha primeiro uma remuneração que seja compatível com o trabalho desenvolvido, uma remuneração que justifique a eficiência do trabalho realizado e por uma uma carga de trabalho que dê qualidade de vida ao trabalhador. A discussão de escala 6x1 ou 5x2, é uma discussão que eu considero resumida. Por quê? Porque não traz para o debate de forma clara a eficiência e a produtividade no Brasil. E é isso que a gente tem que discutir.”
A declaração foi dada nesta segunda-feira (14), durante a sabatina da Rádio Folha 96,7 FM com os candidatos ao Senado nas eleições de 2026. Carlos Sant’Anna foi o entrevistado do programa Folha Política, apresentado por Jota Batista, com participação da colunista de política da Folha de Pernambuco, Betânia Santana.
Questionado como votaria caso já fosse senador, o candidato afirmou que uma mudança na jornada deveria estar associada a uma discussão sobre eficiência e remuneração.
“Quando eu pego o funcionário submetido ao mesmo regime, ao mesmo salário, eu não estou discutindo eficiência. A partir do momento que eu trabalho com eficiência, de saber o que é que a gente pode fazer em termos de competitividade, produtividade, eu começo também a trabalhar com remuneração justa. Porque aquele funcionário que trabalha mais, aquele funcionário que emprega mais, aquele funcionário que é mais eficiente, ele tem direito a receber mais. E no Brasil a gente criou uma regra de ineficiência”, disse.




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