Candidato ao Senado pelo partido Novo, o advogado Carlos Sant'Anna foi o terceiro a participar da sabatina na Rádio Folha FM 96,7 - Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco Na dinâmica eleitoral, dois postulantes que disputam a preferência do mesmo segmento - no caso, a direita e a extrema-direita - travam embates severos pelo espaço no nicho.
Não é o que se observa na postura do advogado Carlos Sant’Anna em relação a Mendonça Filho (PL). Estreante no partido Novo e na busca por um mandato, colocou seu projeto de pé sob a premissa de suprir a ausência de um nome conservador para o Senado. Ocorre que, longe de enxergar a entrada posterior de Mendonça como uma ameaça à sua própria viabilidade, assimilou o ingresso do ex-ministro com naturalidade, passando a atuar quase como uma extensão eleitoral da candidatura do PL. Em vez de confrontar o peso político de Mendonça para cavar espaço próprio, abraçou uma posição subordinada na disputa. Estimula abertamente a dobradinha, prega a divisão do “segundo voto” e atua para blindar e alavancar a chapa do rival. Na prática, estabeleceu uma aliança desequilibrada. Trabalha para encorpar a candidatura de Mendonça enquanto aceita o papel de coadjuvante na engenharia da direita. O contraste de postura fica ainda mais nítido na relação com o Palácio das Princesas. Enquanto Mendonça transita buscando espaços, Sant’Anna adota cautela. Ao declinar do palanque oficial para “não gerar constrangimento” diante dos aliados formais de Raquel Lyra, o candidato do Novo adota uma postura curiosa. Prefere a discrição a disputar brechas, atitude atípica para quem, em tese, precisaria da vitrine governista para ganhar tração nas urnas.




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