Com 39% das principais habilidades exigidas no trabalho podendo mudar até 2030, a segunda carreira ganha espaço em uma vida profissional mais longa The post Carreira ficou mais longa — e uma profissão pode não bastar até a aposentadoria appeared first on Info…
A ideia de escolher uma profissão no início da vida adulta e permanecer nela até a aposentadoria começa a enfrentar duas mudanças simultâneas: os brasileiros estão vivendo e trabalhando por mais tempo, enquanto as habilidades exigidas pelas empresas se transformam mais rapidamente.
A população com 50 anos ou mais já soma 61,4 milhões de pessoas no Brasil, equivalente a 28,8% da população. A participação desse grupo no mercado de trabalho cresce cerca de 0,5 ponto percentual ao ano.
Em março de 2026, 43,6% das pessoas com 50 anos ou mais participavam do mercado de trabalho, segundo dados da PNAD Contínua Trimestral citados pelo Instituto de Longevidade MAG.
O desemprego entre os trabalhadores maduros estava em 3,1%, ante 6,1% na média nacional. O rendimento médio dos profissionais 50+ era cerca de 10,5% superior ao do conjunto da população ocupada.
“A vida mais longeva aumenta a duração das carreiras”, afirma Antônio Leitão, gerente-geral do Instituto de Longevidade MAG.
A permanência por mais tempo na atividade profissional é atribuída pela entidade a uma combinação de aumento da expectativa de vida, mudanças econômicas, transformações do mercado de trabalho e alterações nas regras previdenciárias.
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Uma carreira maior, porém, não significa necessariamente passar mais décadas fazendo o mesmo trabalho.
O levantamento sobre longevidade identifica o avanço da chamada segunda carreira: profissionais que, em vez de permanecer na mesma ocupação até a aposentadoria, procuram outra área de atuação depois dos 50 anos.
“Muitas pessoas buscam fazer um movimento de carreira”, comenta Leitão.
“Às vezes, porque não tiveram oportunidade de estudar ou optaram por um determinado caminho no início da vida profissional e agora buscam uma posição diferente daquela que ocuparam na primeira metade da carreira”, continua.
A mudança pode ocorrer por necessidade financeira, perda de espaço na profissão original ou vontade de experimentar uma atividade diferente.
Na prática, uma vida profissional mais longa aumenta o período disponível para que essas transições aconteçam.
Entre as mulheres, a dimensão demográfica é particularmente relevante. O Brasil tem quase 34 milhões de mulheres com 50 anos ou mais.
Modelos tradicionais de carreira foram construídos para uma trajetória mais linear, dividida entre formação, trabalho e aposentadoria.
O cenário emergente inclui carreiras mais longas, múltiplas transições, novas formações, empreendedorismo e trabalhos por projeto.
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A longevidade é apenas uma parte da equação. Enquanto o período de permanência no mercado aumenta, a tecnologia reduz o prazo de validade de parte das competências profissionais.
Levantamento do Fórum Econômico Mundial (WEF) estima que 39% das principais habilidades exigidas pelo mercado de trabalho devem mudar até 2030.
Entre as competências que ganham importância aparecem inteligência artificial e big data, pensamento analítico, criatividade, liderança e influência social.




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