Os carrinhos de compras equipados com ecrãs e Inteligência Artificial (IA) ainda não são a norma em Portugal, mas já não são apenas ficção científica. Na verdade, um novo estudo concluiu que estão a...
Os carrinhos de compras equipados com ecrãs e Inteligência Artificial (IA) ainda não são a norma em Portugal, mas já não são apenas ficção científica. Na verdade, um novo estudo concluiu que estão a mudar a forma como enchemos os cestos.
Conduzida pela Bayes Business School, a investigação analisou 12.418 sessões de compras ao longo de um mês numa conhecida cadeia de supermercados alemã.
Destas, cerca de 76% foram feitas com recurso a carrinhos inteligentes, equipados com tablets no guiador que permitem o seguinte:
Os números mostram que quem usa estes carrinhos gasta, em média, mais 32% do que quem faz compras à moda antiga. A diferença é ainda mais notória ao fim de semana e durante a tarde, alturas em que os consumidores parecem mais recetivos às sugestões do ecrã.
Além do impacto direto na fatura, os carrinhos inteligentes também alteram o comportamento de compra de outras formas. Os utilizadores compram, em média, 25% mais itens e passam 23% mais tempo dentro da loja, sendo ao final do dia que se registam as sessões mais longas.
Curiosamente, os investigadores notaram também que dias mais quentes tendem a encurtar a duração das compras, independentemente de se usar ou não a tecnologia.
Segundo os autores, isto sugere que, a partir de um certo ponto, a interação com o ecrã deixa de estar relacionada com uma necessidade real de compra e passa a ser uma espécie de entretenimento.
Passado esse limiar, o gasto e o tamanho do cesto começam mesmo a diminuir, um sinal de que o excesso de estímulo digital pode distrair em vez de converter.
Para Sabrina Gottschalk, principal autora do estudo, os resultados mostram que a digitalização das compras pode trazer ganhos significativos de receita aos retalhistas, por guiar os consumidores para promoções e novos produtos.
Por sua vez, o coautor Yusuf Oc sugere que as marcas podem incentivar o uso destes carrinhos com pontos de fidelização ou prémios, e ajustar as ofertas consoante a hora do dia.
Ambos os investigadores avisam que a dependência excessiva da tecnologia pode ter o efeito contrário ao pretendido, distraindo o consumidor em vez de o converter em compras.
Os carrinhos inteligentes já são uma realidade em várias cadeias europeias, como no Reino Unido, onde marcas como Waitrose, Morrisons e Tesco já testam soluções semelhantes.
Em Portugal, contudo, a tecnologia ainda não chegou às grandes cadeias. Ainda assim, o interesse do setor sugere que pode ser apenas uma questão de tempo.
Continente tem câmaras nas prateleiras dos supermercados. Para que servem?
Tags: carrinho compras inteligência artificial supermercado
Será que o carrinho tem uma arma apontada à pessoa pronta a disparar caso ela não aceite uma sujestão de comprar um saquinho de gomas?
Por tudo o que foi referido, é razão para não utilizar. Já basta as caixas automáticas que roubaram o espaço a caixas com operadores, aumentando as filas para todos aqueles que se recusam a ir à caixa automática como eu. Qualquer dia só falta ir lá entregar o dinheiro e vir de mãos vazias.
Não entendo como é que ainda há quem faça compras presencialmente em 2026
Não entendes? Mas qual é o problema de fazer compras presenciais? 😀 Malta fica no buraco até para comprar as cenas básicas 😀
Não fico no buraco, saio de casa mas aproveito o meu tempo, acho tudo isso perda de tempo, principalmente para quem vive em cidades com alguma dimensão




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário