A Casa Branca impediu a CNN de viajar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Air Force One durante uma viagem a Knoxville, no Tennessee. A decis?...

A Casa Branca impediu a CNN de viajar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Air Force One durante uma viagem a Knoxville, no Tennessee. A decisão ocorreu mesmo após uma ordem judicial que determinou a restauração temporária do acesso do veículo à Casa Branca, segundo o Washington Post.

Um juiz federal determinou o restabelecimento, por 14 dias, das credenciais de jornalistas da CNN, da MS NOW e do Politico, que haviam sido impedidos de entrar na Casa Branca pelo governo Trump. Os três veículos entraram com uma ação contra a administração, alegando que a restrição violava a liberdade de imprensa.

A CNN voltou a ter acesso ao complexo presidencial e também retomou sua participação no chamado pool de televisão da Casa Branca, formado por CNN, ABC, CBS, Fox News e NBC. As emissoras se revezam na cobertura de eventos presidenciais e compartilham as imagens produzidas pelo grupo com outros veículos.

O pool havia sido suspenso depois que a CNN foi impedida de cumprir sua escala de cobertura. As outras quatro emissoras decidiram não realizar a cobertura conjunta em solidariedade à CNN, inclusive durante uma viagem de Trump a Nova York para a Assembleia-Geral da ONU.

Com a decisão judicial, o grupo voltou a funcionar. Hoje, as emissoras participaram novamente da cobertura de Trump, inclusive durante a chegada do presidente da China, Xi Jinping, à Casa Branca.

Apesar da retomada, a CNN foi retirada da viagem de Trump ao Tennessee no Air Force One. Segundo o Washington Post, duas fontes internas confirmaram o bloqueio. É praxe nos Estados Unidos que jornalistas acompanhem a viagem presidencial, inclusive voando junto ao presidente. A CNN disse ter entrado em contato com a Casa Branca em busca de um posicionamento a respeito.

A decisão mantém a disputa entre a Casa Branca e os veículos de imprensa. A ordem judicial que restabeleceu temporariamente as credenciais não encerra o processo, que ainda discute se o governo pode restringir o acesso de jornalistas por causa de suas reportagens.

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