A Casa Branca cumpriu neste sábado (19) a determinação do presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , de barrar o acesso da emissora CNN, da rede MS Now (antiga MSNBC) e do site Politico. O veto foi anunciado na sexta-feira (18) , sob a acusação, sem provas, de que os veículos publicam notícias falsas. Leia mais (09/19/2026 - 16h47)

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19.set.2026 às 16h47

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A Casa Branca cumpriu neste sábado (19) a determinação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de barrar o acesso da emissora CNN, da rede MS Now (antiga MSNBC) e do site Politico. O veto foi anunciado na sexta-feira (18), sob a acusação, sem provas, de que os veículos publicam notícias falsas.

Os veículos apontam a proibição de Trump como violação da Constituição americana e prometeram continuar cobrindo o governo americano. A expectativa é de que as empresas recorram à Justiça para recuperar o acesso à residência presidencial.

"Temos o direito, garantido pela Constituição dos EUA, de exercer nosso trabalho jornalístico sem obstáculos nem interferências do governo, e essa proibição é um ataque ilegal a esse direito fundamental", escreveu a CNN em nota. "A Casa Branca pertence ao povo americano, e as decisões tomadas lá dentro são financiadas pelos nossos impostos", publicou, no X, a MS Now.

Procurada pela agência de notícias AFP, a Casa Branca enviou as declarações de Trump de sexta-feira. "Tenho orgulho de anunciar que, com efeito imediato, estou proibindo a fake news CNN, a MS Now e o Politico de acessar a Casa Branca em razão de sua constante ‘cobertura’ de notícias falsas", escreveu o republicano na plataforma Truth Social.

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Trump afirma que outros veículos podem ter o mesmo destino, embora não tenha especificado quais.

A correspondente da MS Now na Casa Branca, Akayla Gardner, descreveu como sua credencial de acesso não funcionou quando tentou entrar na residência presidencial neste sábado. "Uma luz vermelha começou a piscar, e então o agente me pediu que entregasse minha credencial", disse a jornalista.

Betsy Klein, da CNN, afirmou que "havia um grupo de cinegrafistas esperando" sua chegada no portão de acesso ao complexo da Casa Branca. Cheyenne Haslett, do Politico, também não conseguiu entrar, e o Serviço Secreto confiscou sua credencial, escreveu o editor-chefe Jonathan Greenberger em nota enviada à AFP.

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Trump ataca constantemente os veículos cuja cobertura lhe desagrada. Ele apresentou diversas ações por difamação contra meios de comunicação, atacou a imprensa no Truth Social e agrediu verbalmente vários repórteres —sobretudo mulheres—, entre elas a apresentadora da CNN Kaitlan Collins.

"O acesso da imprensa não é um privilégio para os jornalistas. É um direito destinado a garantir que o povo americano possa se manter informado de maneira independente", escreveu em nota na sexta-feira a organização de defesa Repórteres sem Fronteiras, que prometeu tomar medidas legais em resposta.

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