Em conversa sobre prevenção e cuidado, as convidadas compartilham informações e experiências que reforçam a importância de investigar alterações
Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O diagnóstico de câncer de mama pode chegar de maneiras diferentes, inclusive para quem mantém uma rotina de cuidados com a saúde e não têm histórico familiar da doença.
Por isso, falar sobre rastreamento, avaliação de risco e atenção aos sinais do corpo é fundamental para ampliar a conscientização e favorecer a identificação precoce. Na mesa de abertura da Casa Clã Mama 2026, a médica Carla Benetti e as pacientes Mariana Montilha e Andréa Martinelli abordam diferentes aspectos dessa jornada.
Segundo a Dra. Carla Benetti, especialista em imaginologia mamária, ainda não há uma explicação definitiva para o aumento dos casos entre mulheres jovens. A médica observa, porém, que essa parcela de pacientes é expressiva no Brasil quando comparada a de outros países.
“Esta é uma doença crônica que tem cura. Por isso, batemos tanto na tecla dos exames de rastreamento”, afirma. “A identificação da doença em fases iniciais pode permitir tratamentos menos complexos e uma jornada de cuidado menos desafiadora.”
Ela também chama a atenção para a importância de avaliar o risco individual. Não ter casos de câncer de mama na família, por exemplo, não significa estar protegida contra a doença. Por isso, ela recomenda que as mulheres conversem com seus médicos sobre a avaliação de risco, que pode ser feita com o auxílio de modelos matemáticos gratuitos.
“A idade também é um fator de risco, e manter uma relação de confiança com o ginecologista pode ajudar a orientar os cuidados e os exames adequados para cada pessoa”, explica.
Mesmo trabalhando há duas décadas na área da saúde e conhecendo de perto os processos de cuidado, Mariana Montilha, Coordenadora de Laboratório de Análises Clínicas da Alta Diagnósticos, viveu a descoberta como um baque. Sua experiência profissional, no entanto, lhe trouxe mais familiaridade com o ambiente médico e confiança nos profissionais que a acompanharam.
“Já desenhei processos pensando na paciente, e participei da criação do núcleo da mama. Mas, passando por isso, foi um baque”, conta.
Ela mantinha uma rotina regular de check-ups, mas não tinha indicação de realizar mamografia naquele momento. Naquele ano, havia deixado o exame agendado pela primeira vez. Antes da consulta, percebeu uma alteração no corpo.
“No final de julho, senti uma dor muscular e, apalpando, vi um carocinho. Após fazer a mamografia, conversei com um médico que já pediu o ultrassom na sequência”, relata. A investigação avançou rapidamente, ela priorizou a biópsia e percebeu a preocupação da equipe médica enquanto aguardava o resultado. No dia seguinte, com a confirmação, conseguiu iniciar os cuidados.
“A vantagem foi estar onde eu estava, com segurança de ter excelentes profissionais cuidando de mim”, reflete.
A jornalista Andréa Martinelli recebeu o diagnóstico de câncer de mama aos 36 anos. Antes disso, havia recebido um pedido para realizar uma ressonância magnética, mas demorou um ano e meio para fazer o exame porque outras prioridades ocuparam espaço na rotina.
Após o resultado, foi encaminhada a uma mastologista e passou por exames específicos para investigar o nódulo – até que descobriu a doença na fase inicial. “Quando ouvimos a palavra câncer, demoramos para entender. Mas percebi que cada caso é um caso”, conta.
A experiência também transformou a maneira como Andréa passou a lidar com as próprias necessidades. Durante o processo, precisou aprender a comunicar seus limites às pessoas ao redor e a reconhecer o que era possível fazer naquele momento. “Cada vez que a gente conta o que aconteceu é diferente. E eu fiz o compromisso de não tornar isso algo que me definisse”, conclui.
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