Quase 3.000 expositores de 29 países, incluindo cerca de 100 empresas de capitais portugueses, participam a partir de hoje na 61.ª Feira Internacional de Mapu...
A Facim vai decorrer até 05 de setembro em 14 pavilhões do Centro Internacional de Feiras e Exposições de Ricatla, no distrito de Marracuene, em Maputo, esperando cerca de 600 empresas estrangeiras e aproximadamente 2.300 expositores nacionais, bem como 55 mil visitantes.
Além dos expositores nacionais e internacionais, a feira contará com uma exposição agropecuária e pavilhões dedicados a vários setores da economia e instituições públicas e pretende promover as exportações moçambicanas.
"Teremos também a exposição agropecuária e o pavilhão do setor empresarial do Estado, incluindo o pavilhão da Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze", disse à Lusa o diretor-geral da Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (Apiex), Luís Machava, entidade responsável pela organização.
A edição deste ano, cuja cerimónia oficial de abertura será presidida após as 09:00 locais (08:00 em Lisboa) pelo Presidente moçambicano, Daniel Chapo, decorre sob o lema "Transformação digital e energética para uma economia sustentável" e tem o Brasil como convidado de honra.
Estão igualmente previstos fóruns empresariais e seminários temáticos destinados à promoção de parcerias e oportunidades de negócios, incluindo os fóruns Moçambique-China, Moçambique-Brasil e Moçambique-Emirados Árabes Unidos.
Mais de 100 empresas de capitais portugueses são esperadas nesta edição da Facim, reforçando a presença nacional num dos principais mercados africanos, onde já operam cerca de 500 empresas nacionais.
Segundo a Embaixada de Portugal em Maputo, a participação portuguesa será acompanhada pelo secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, que visita Maputo entre 31 de agosto e 02 de setembro, e pela presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Madalena Oliveira e Silva.
A presença portuguesa decorre num contexto de "forte dinamismo e de fortalecimento da cooperação empresarial entre os dois países", numa altura em que empresas de capitais portugueses mantêm atividade em setores considerados estratégicos para a economia moçambicana, como energia, agricultura, infraestruturas, engenharia, turismo e transformação digital.
Entre as mais de 100 empresas portuguesas esperadas este ano na Facim, cerca de duas dezenas participarão com espaços próprios de exposição, procurando promover produtos, serviços e oportunidades de investimento junto de parceiros moçambicanos e internacionais.
Em paralelo com a Facim decorrerá o Fórum Empresarial Portugal-Moçambique 2026, subordinado ao tema "Competitividade, Conteúdo Local e Novas Oportunidades de Investimento", marcado para 01 de setembro.
Também está prevista a presença no primeiro dia da Facim do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, e do líder do grupo parlamentar socialista, Eurico Brilhante Dias, no âmbito da visita da delegação do partido a Maputo, para reforçar relações institucionais e identificar oportunidades de cooperação, segundo fonte do partido.
Portugal é o sétimo maior fornecedor de Moçambique, com mais de 1.100 empresas portuguesas exportadoras ativas para este mercado, responsáveis por trocas comerciais que, em 2025, superaram os 193 milhões de euros em bens. Atualmente há mais de 40 mil cidadãos portugueses registados na rede consular em território moçambicano e quase 500 empresas de capitais portugueses em Moçambique, segundo dados oficiais.
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