Partidos defendem respeito às urnas depois de senador classificar resultado como "fraude eleitoral"

Sérgio Lima/Poder360 - 25.out.2026

Juliana Alves de Brasília

28.out.2026 (quarta-feira) - 22h41 Priorize o Poder no Google

O União Brasil, o MDB e o PSDB reafirmaram a legitimidade do resultado das eleições presidenciais, enquanto o PDT criticou a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil. As manifestações foram divulgadas depois de o candidato derrotado à Presidência deixar o país e publicar uma carta em que contesta o resultado eleitoral e alega fraude.

O União Brasil, presidido por Antonio Rueda, afirmou, nesta 4ª feira (28.out.2026), que a democracia é um valor “inegociável” e que o resultado das urnas deve ser respeitado, independentemente de quem vence ou perde a disputa. A sigla também defendeu o encerramento da disputa eleitoral e disse que o país precisa concentrar esforços nos desafios que permanecem depois da votação.

O MDB também manifestou nesta 4ª feira (28.out) confiança no sistema eleitoral brasileiro e na legitimidade do resultado do pleito. 

O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, classificou, nesta 4ª feira (28.out), como “incompreensível” o comportamento de Flávio depois da derrota. Afirmou que o exercício da oposição é tão relevante quanto o dos governos, mas deve ocorrer em território nacional, com fiscalização dos atos do Executivo e cobrança dos compromissos assumidos com a população.

Aécio também criticou a atuação do governo durante a campanha eleitoral e afirmou que a oposição deve respeitar as regras democráticas, as instituições e o processo eleitoral.

Leia a nota na íntegra:

O PDT foi mais explícito ao se posicionar contra a conduta do senador. Em nota assinada pelo presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, e publicada nesta 3ª feira (27.out), o partido repudiou a saída de Flávio do Brasil, classificou-a como “ilegal” e criticou as alegações feitas contra os sistemas eleitoral e jurídico.

A legenda afirmou que a vitória de Lula representa a vontade soberana do povo brasileiro e defendeu o respeito ao resultado das urnas, à Constituição e às instituições republicanas.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), disse, nesta 4ª feira (28.out.2026), que o partido não pode afirmar que houve fraude nas eleições presidenciais por falta de provas. 

“Não, o PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há prova nesse sentido”, disse Marinho a jornalistas.

A declaração foi dada depois de Flávio divulgar uma carta em que se apresenta como “líder do Brasil” e classifica o resultado como “fraude eleitoral”.

Flávio Bolsonaro, sua mulher e as duas filhas adolescentes do casal fugiram do Brasil por se sentirem ameaçados por eventuais decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

A Polícia Federal expediu um pedido de apreensão do passaporte de Flávio só 7 minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral ter declarado o resultado da eleição presidencial, às 21h09 de 25 de outubro de 2026 –o vencedor foi Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve 64.256.232 votos (51,79%) contra 59.826.041 votos (48,21%) de Flávio.

O magistrado avalizou o pedido da PF para apreender os documentos de Flávio e proibi-lo de sair do país. Leia a linha do tempo do caso aqui.