Partimos de um ensaio da revista The Atlantic para fazer as perguntas que interessam: a tecnologia tomou conta do nosso tempo? A literatura já não tem importância? Ou é tudo uma questão de perspetiva?
Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Sejam muito bem-vindos a mais um "Pop-Up", peço atenção para esta introdução: o vosso semáforo para os cruzamentos da cultura popular. Nada mal. Não têm nada a dizer? Muito bem, seguimos em frente. Sinal vermelho, amarelo e verde, se assim quiserem. Maria Ramos Silva, Bruno Vera Amaral e Pedro Bocher Mendes, neste que é, atenção, tragicamente, o último "Pop-Up" antes da pausa de agosto, para descanso do pessoal. Esta semana vamos tentar responder a uma pergunta simples, mas dramática: será que a leitura está mesmo a morrer? O mais recente arauto desta desgraça foi a revista "The Atlantic", revista americana que recentemente publicou o ensaio "The End of Reading" ou, como diria Pedro Bocher Mendes, em português, "O Fim da Leitura". O texto aponta quebras nas vendas de livros, na leitura de jornais e revistas, fala da atenção roubada pelas redes sociais, pelo streaming, pelo mundo no geral, até ao que pode surgir vindo da inteligência artificial. Pedro Bocher Mendes, vamos começar por ti. Foste tu que quiseste partilhar com esta fantástica equipa este link. E fizeste muito bem, muito obrigado. Apesar de ser só para assinantes o link e vá o artigo, tornou-se uma estrela da internet, o que é bom sinal, quer dizer que afinal, se calhar, as pessoas leem, digo eu, vamos ver. O que te fascinou/intrigou/preocupou com este texto? Senteste alguma identificação porque concordas que isto da leitura está em perigo? Ou há aqui um lado um bocado: nós gostamos de ser superiores e avisar os outros quando achamos que há uma desgraça a caminho.
Desde que eu nasci que a leitura está em perigo.
Não por causa do teu nascimento.
Não, acho que toda a gente. Acho que é um assunto que, se estivermos atentos, aparece. O artigo é bastante extenso e escrito por uma mulher de 20 e tal anos, ou seja, no sentido que não é uma senhora de 80 anos.
Sim, não estás a criticar a idade.
Não, estou apenas a referir que é uma pessoa jovem, nova, da geração Z. E é interessante porque é mais sobre a cultura baseada num livro, e quando se diz livro, baseia-se na notação, portanto, naquilo que está inscrito ou escrito em algum lado e que perdura. Se eu escrever um livro, eu posso morrer, mas o meu livro continua. É mais sobre: será que esse tipo de cultura estará a acabar? Já que supostamente as pessoas estão menos interessadas em ler. Eu devo dizer que é evidente que este tipo de artigos e o interesse neste tipo de artigos, e até programas como este, à partida, assinalam certo declinismo. O declinismo e a nostalgia são atraentes, são forças gravitacionais que nos atraem. Nós: "Ah, pois é."
"Eu gostava tanto de ler." Como é que é? Na savana. Não é na savana. No bosque. Não sei onde é que nós assistíamos.
Onde vocês quiserem.
Na erva, deitado na erva.
No mar. Enquanto folhas me caíam na testa.
A roer uma espiga de trigo.
E pó de anjo. Tinhas uma palha assim também pendurada.
É bom sinalizar a virtude de que tivemos uma infância ou uma juventude, ou um passado onde fazíamos a coisa certa e agora não fazemos porque entretanto meteram-se coisas pelo meio, nomeadamente a vida.
E arranjamos culpados para isso.
Pronto, eu devo dizer que isto vai-me surpreender, Tiago.
A sério. Passado tantos anos, eu tenho capacidade de surpreender.
É o segredo das boas relações.
Eu tenho sido interpelado por uma emoção.
Já estou surpreendido.




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