A China culpou os Estados Unidos e sua "política hostil" pelas tensões na península coreana, nesta quinta-feira (20). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Em uma reunião com o Conselheiro de Segurança Nacional da Coreia do Sul, em Seul, a capital da Coreia do Sul, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, pediu que o país não tome partido entre Pequim e Washington e que busque uma "coexistência pacífica" com a Coreia do Norte. "A soluc

20/08/2026 06h41 Atualizado 20/08/2026

A China culpou os Estados Unidos e sua "política hostil" pelas tensões na península coreana nesta quinta-feira (20).

Em encontro com secretário da Coreia do Sul, o ministro das Relações Exteriores chinês pediu que o país não tome partido entre Pequim e Washington.

O chanceler também pediu que a Coreia do Sul que busque uma "coexistência pacífica" com a Coreia do Norte.

As declarações ocorrem um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que a Coreia do Norte tem 57 ogivas nucleares.

Após a fala de Trump, a Coreia do Sul afirmou que sua estimativa é que o vizinho do Norte possui de 80 a 120 ogivas nucleares.

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A China culpou os Estados Unidos e sua "política hostil" pelas tensões na península coreana, nesta quinta-feira (20).

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Em uma reunião com o Conselheiro de Segurança Nacional da Coreia do Sul, em Seul, a capital da Coreia do Sul, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, pediu que o país não tome partido entre Pequim e Washington e que busque uma "coexistência pacífica" com a Coreia do Norte.

"A solução fundamental para as tensões na península coreana reside em abordar as causas profundas do problema e instar os Estados Unidos a abandonar sua política hostil em relação à Coreia do Norte. A China ficaria satisfeita em ver a península caminhar rumo à coexistência pacífica entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte", afirmou em declaração noticiada pela agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

O chanceler disse ainda que a China espera que a Coreia do Sul "alcance uma verdadeira autonomia estratégica, evite confrontos em bloco e a tomada de partido, e desenvolva relações com as principais potências, incluindo a China e os Estados Unidos, de forma paralela e sem contradições".

O Conselheiro de Segurança Nacional da Coreia do Sul, Wi Sung-lac, cumprimenta o Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, durante reunião em Seul — Foto: Yonhap via REUTERS

As declarações ocorrem depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter falado nesta quarta-feira (19) sobre supostas ogivas nucleares que existiriam na Coreia do Norte e planos de se encontrar com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, ainda este ano.

Em conversas separadas com o secretário sul-coreano, o ministro chinês também pediu, segundo a Xinhua, que Seul mantenha uma política amigável em relação à China, afirmando que os laços entre os dois países haviam "se recuperado totalmente" e apresentado progressos positivos neste ano.

"Uma política racional, pragmática e positiva em relação à China está totalmente alinhada com os interesses da Coreia do Sul e com a tendência dos tempos", disse ele, pedindo a conclusão antecipada da segunda fase das negociações com a Coreia do Sul para um acordo de livre comércio entre os dois países.

Coreia do Sul estima que Coreia do Norte tem até 120 ogivas nucleares

Da esquerda para a direita: presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, e presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un. — Foto: Mark Schiefelbein/AP/Annabelle Gordon/REUTERS/KCNA

Mais cedo, nesta quinta (20), a Coreia do Sul informou que estima que a Coreia do Norte possui entre 80 e 120 ogivas nucleares.

O ministro da Defesa, Ahn Gyu-back, disse a legisladores que é difícil determinar um número exato, mas que o número é resultado de estimativas de organizações privadas de pesquisa especializadas no assunto.