A comissária-chefe da polícia de Hong Kong, Lai Kai-ying, está nas alturas. A cerca de 390 quilômetros acima da Terra, a especialista em cargas úteis, de 43 anos, orbita a Terra 16 vezes por dia, juntamente com dois colegas astronautas da República Popular da China. Leia mais (06/28/2026 - 12h00)
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28.jun.2026 às 12h00 Atualizado: 7.jul.2026 às 11h30
A comissária-chefe da polícia de Hong Kong, Lai Kai-ying, está nas alturas. A cerca de 390 quilômetros acima da Terra, a especialista em cargas úteis, de 43 anos, orbita a Terra 16 vezes por dia, juntamente com dois colegas astronautas da República Popular da China.
A estação espacial tripulada Tiangong ("Palácio celestial"), em órbita há quase cinco anos, é um laboratório único de microgravidade para experimentos científicos destinados a fornecer uma compreensão mais profunda do futuro da humanidade.
Assim como na chamada corrida espacial das décadas de 1950 e 1960, nos dias de hoje a indústria aeroespacial também se configura como uma competição ideológica. Países que já lançam foguetes ao espaço com sucesso demonstram não apenas sua competência técnica, mas também sua força econômica e a superioridade de seus sistemas.
Em vez da União Soviéticanos tempos da Guerra Fria, no século 21 o concorrente dos Estados Unidos é a China comunista. Em 2032, quando a Estação Espacial Internacional (ISS) for desativada, a China será o único país a operar uma estação orbital permanentemente ocupada.
A exploração espacial é apenas uma das inúmeras áreas em que a China detém a liderança tecnológica mundial. Isso é comprovado pelo ranking mais recente da renomada revista científica Nature, cujo índice, o Nature Index, compila e avalia todas as publicações científicas.
Na comparação entre países em 2025, a China foi a clara vencedora geral, à frente dos EUA (2º lugar) e da Alemanha (3º lugar). Além disso, nove das dez principais instituições de pesquisa eram chinesas. Apenas a prestigiosa universidade americana de Harvard ficou em terceiro lugar. A Sociedade Max Planck (MPG) da Alemanha —uma instituição de pesquisa básica de referência sediada em Berlim—ocupa a 13ª posição.
"Hoje em dia, é quase irrelevante qual ranking de instituições científicas internacionais você queira consultar. Universidades e instituições de pesquisa na China são líderes em muitas áreas", observou Christina Beck, porta-voz da MPG.
O Nature Index mostra que as instituições de pesquisa chinesas são, de maneira incontestável, líderes nas disciplinas de ciências naturais, como biologia, química e física, além de outras ciências aplicadas, ficando atrás das instituições americanas somente nas áreas de ciências da saúde e ciências sociais.
Essa ascensão vem ocorrendo de forma contínua ao longo das últimas duas décadas, afirma Richard Heidler, diretor de Gestão da Informação da Fundação Alemã de Pesquisa, a maior organização de financiamento de pesquisa da Alemanha.
"No início dos anos 2000, houve sobretudo um aumento significativo no volume de publicações, enquanto, há cerca de dez anos, análises bibliométricas passaram a mostrar também um crescimento em indicadores de impacto, como a proporção e o número de publicações altamente citadas", diz Heidler. Ou seja, a China não apenas publica mais, como também vem se tornando cada vez mais influente e visível.
Essa ascensão se baseia em um processo de desenvolvimento de longo prazo, acrescenta Beck, da Sociedade Max Planck. "O fator decisivo foi o apoio financeiro sistemático e de longo prazo às instituições científicas e universidades na China, particularmente por meio da formação internacional de pesquisadores e investimentos substanciais em infraestruturas de pesquisa de grande escala."
A liderança em Pequim reconhece há muito tempo que a tecnologia é a chave para o sucesso. O 15º Plano Quinquenal para o crescimento econômico até 2030 prevê um "aumento na eficiência do sistema de inovação". A China visa fortalecer de forma abrangente suas capacidades de inovação independente e promover uma integração mais estreita das inovações científicas e tecnológicas com a indústria. O impulso resultante para o crescimento é chamado de "novas forças produtivas".
O novo plano quinquenal identifica oito temas-chave para o futuro: inteligência artificial (IA), tecnologia quântica, energia de fusão atômica controlável, ciências da vida e biotecnologia, pesquisa cerebral, prevenção de doenças graves e produtos farmacêuticos, pesquisa em águas profundas e polares —além do chamado deep space, o espaço profundo.
China e EUA estão envolvidos em uma acirrada competição por uma missão lunar moderna. Pequim pretende estar pronta até 2030. Resta saber se a agência espacial americana Nasa conseguirá concluir com sucesso sua missão Artemis, conforme o planejado, até 2028. A entrega do módulo lunar e de uma nova geração de trajes espaciais já está significativamente atrasada.




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