Uma equipe de cientistas chineses desenvolveu uma fórmula para imprimir casas em 3D em Marte. Leia na Gazeta do Povo
CiênciaCientistas criam fórmula com levedura e gelatina para imprimir casas 3D em MartePor Agência EFE
Dê de presentePrefira a Gazeta no GoogleImagem ilustrativa de planetas no Museu de Ciências de Valência: pesquisas avançam sobre Marte. (Foto: EFE/Ana Escobar)Ouça este conteúdo
Uma equipe de cientistas chineses desenvolveu uma fórmula para imprimir casas em 3D em Marte. Quando a mistura, que combina rochas marcianas com gelatina e levedura terrestres, seca e endurece, cria um material de construção vivo, tão resistente quanto o concreto, que pode ser reciclado e reutilizado.
O novo método, detalhado nesta quinta-feira (10) em um artigo na revista Chem Circularity , permitiria a construção de colônias em Marte apesar da aridez do planeta (frio glacial, alta radiação e atmosfera praticamente inexistente), e sem a necessidade de transportar materiais de construção por meses em viagens espaciais.
"Minha inspiração veio das frutas liofilizadas, que endurecem com o tempo", a temperatura e a pressão extremamente baixas em Marte criam condições semelhantes à liofilização, então "eu me perguntei se poderíamos aproveitar isso e criar alguns materiais", diz Jishen Qiu, autor principal e engenheiro da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong.
Pesquisador da empresa criadora do Claude pede demissão e alerta que IA pode “matar todos” até 2030Quais materiais foram utilizados para as casas 3DPara criar o material imprimível, a equipe precisava de uma mistura precisa de areia, uma cola feita com gelatina e um fermento especializado.
Para isso, a equipe desenvolveu uma levedura revestida com proteínas altamente adesivas - incluindo aquelas usadas pelos mexilhões para aderir às rochas - e adicionou gelatina para unir os ingredientes e fornecer suporte para o crescimento celular, além de areia para fornecer massa e estrutura.
Em seguida, testaram o material em condições que simulavam as de Marte. Quando a mistura saiu do bocal, o frio extremo e a baixa pressão a liofilizaram, e a água congelou e se transformou diretamente de gelo em vapor, deixando para trás poros microscópicos e gerando um material semelhante a uma espuma leve e porosa.
Cientistas encontram fóssil de um dos animais mais antigos da Terra em pasto de ovelhasMaterial é comparável ao concretoPor enquanto, as estruturas impressas são pequenas cúpulas do tamanho de uma rolha de vinho, com cerca de 45 mm de altura e 30 mm de largura, mas o material em si é resistente, com uma resistência à compressão de 10 a 12 megapascais, comparável ao concreto de baixa resistência, detalha o estudo.
"É suficientemente resistente para construir um edifício de um ou dois andares na Terra, onde a gravidade é três vezes maior do que em Marte", portanto, "provavelmente é possível construir facilmente um edifício de vários andares em Marte com esse material", diz o pesquisador Qiu.
Até agora, as várias propostas elaboradas para construir cidades extraterrestres envolviam o aquecimento e o derretimento de rochas marcianas ou poeira lunar para transformá-las em tijolos e vigas, o que requer uma quantidade considerável de energia.
Mas o novo material de base biológica não só economiza energia térmica graças a um método de fabricação completamente diferente, como também pode impulsionar uma economia circular em Marte, já que os colonos poderiam recuperar o fermento de estruturas desmontadas e cultivá-lo em biorreatores.
"Desde que haja uma única célula de levedura viva, elas podem ser cultivadas novamente", destaca Qiu.
Conheça o iPhone Duo, primeiro telefone dobrável da AppleQuais são as desvantagens A única desvantagem desse material biológico é que ele só foi testado na Terra, portanto, não se sabe se as leveduras podem sobreviver nas condições reais de Marte.
Além disso, esse material de construção vivo ainda depende, embora em menor escala, de ingredientes terrestres, e seu sucesso dependerá de avanços na tecnologia de foguetes, reconhece Qiu, que estima que obras de engenharia significativas no local poderiam exigir centenas de toneladas de carga da Terra.
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