O candidato à frente das intenções de voto por um novo governo no Ceará disse que não conseguia dormir após o rompimento com Cid Gomes
Ciro Gomes, candidato ao governo do Ceará pelo PSD, disse que “pela primeira vez na vida” precisou de ajuda psicológica após a briga que teve com o irmão Cid Gomes, senador pelo PSB.
“Pela primeira vez na vida, eu, que sou um homem de luta, altos e baixos, passei por todo tipo de perrengue, já ganhei, já perdi, pela primeira vez na vida precisei de ajuda psicológica. Não tenho vergonha de dizer. Procurei… procurei ajuda, e hoje, graças a essa ajuda e à minha esposa, à minha mulher Gisele, eu tenho uma uma paz no coração, eh, que eu tinha perdido completamente. Eu não dormia mais, de repente me apanhava chorando, porque você experimentar a amarga ingratidão de… acredite, de quem eu tinha…” afimou em entrevista a TV SerTão.
A briga entre os irmãos aconteceu nas eleições do estado de 2022. Cid defendia a candidatura à reeleição da então governadora Izolda Cela, o que manteria a aliança local de 16 anos com o PT. Já Ciro, em campanha presidencial, teria insistido na candidatura do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio. A decisão rompeu a aliança entre PDT e PT no estado e culminou com a saída de Cid da sigla junto a vários outros políticos.
Os irmãos Cid e Ciro Gomes
Cid Gomes, Rodrigo Pacheco e Ciro Gomes
O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes
Ciro Gomes, agora no PSDB, lidera a disputa ao governo do Ceará
Candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes
Ciro Gomes (PSDB), candidato a governador no Ceará
Ciro Gomes lança pré-candidatura ao governo do Ceará
Ciro Gomes (PSDB), candidato ao governo do Ceará
Senador e ex-governador do Ceará, Cid Gomes criticou o irmão, Ciro, por mudança de partido
Irmão de Ciro Gomes, Cid defende aliança entre PDT e PT
Cid Gomes (PDT), senador e ex-governador do Ceará
“Eu tinha ele como um filho. E ele não é meu filho, certo? Mas como o meu pai morreu e eu era o mais velho, eu não sei o que, então… Enfim, sabe? Vou parar por aqui porque não quero reavivar, então assim, qual é a solução que eu resolvi desenvolver na minha cabeça? Faz de conta que ele não existe, porque eu não tenho a menor vontade de atacá-lo. Acho que o meu caráter não permite atacar um irmão”, continuou o político, que já foi ministro da Fazenda, da Integração Nacional, governador do CE, deputado estadual e federal e prefeito de Fortaleza.
“Meu respeito aos meus pais, que devem estar sofrendo lá no céu, e, mas é aquilo, aqui acabou, esse assunto está vencido para mim. Deixa o povo que resolve e Deus lá vai se encontrar com nós dois lá na frente”, concluiu.
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