Clarear o cabelo mais de três tons pode aumentar o risco de danos aos fios. Entenda o alerta da AAD e como reduzir a agressão durante a mudança de cor. O post Clarear o cabelo não é inofensivo: passar de 3 tons exige mais peróxido e aumenta os danos apareceu primeiro em Catraca Livre .
Mudar bastante a cor natural do cabelo pode transformar o visual, mas quanto maior o clareamento desejado, maior tende a ser a agressão aos fios. A American Academy of Dermatology (AAD) explica que clarear o cabelo em mais de três tons costuma exigir concentrações maiores de peróxido, o que pode provocar mais danos. Por isso, permanecer mais próximo da tonalidade natural geralmente exige menos alteração na estrutura do fio.
Para deixar os fios significativamente mais claros, o processo precisa remover uma quantidade maior dos pigmentos naturais presentes no cabelo. Segundo a AAD, quando a mudança ultrapassa três tons, normalmente são necessárias concentrações maiores de peróxido para alcançar o resultado desejado.
Esse aumento na intensidade do processo químico pode comprometer mais a estrutura do fio. Como consequência, o cabelo pode ficar mais seco, frágil e suscetível à quebra, especialmente quando passa por procedimentos de clareamento repetidos ou muito intensos.
Quando o objetivo é fazer uma mudança mais discreta, a diferença entre a cor natural e a tonalidade desejada é menor. Isso pode permitir que o procedimento seja realizado com menor necessidade de clareamento, dependendo da técnica e da condição inicial dos fios.
É justamente por isso que a AAD recomenda considerar a proximidade com a cor natural ao escolher uma mudança de tonalidade. Quanto menor a alteração necessária, menor tende a ser a necessidade de recorrer a processos mais agressivos para remover pigmentos.
O processo de clareamento altera componentes da fibra capilar para retirar pigmentos. Quando a exposição aos produtos químicos é mais intensa, a estrutura do fio pode sofrer mais alterações, deixando-o com menor resistência e maior tendência ao ressecamento.
Além da concentração utilizada, o estado anterior do cabelo também importa. Fios que já passaram por coloração, descoloração, alisamento ou outros procedimentos químicos podem ter uma tolerância diferente ao novo processo, por isso a avaliação da condição do cabelo antes de clarear é importante.
Antes de mudar bastante a tonalidade, é importante avaliar se os fios estão suficientemente resistentes para passar pelo procedimento. Evitar sobrepor processos químicos desnecessariamente e seguir corretamente as instruções do produto são cuidados que ajudam a reduzir riscos de danos.
Depois do clareamento, a rotina também merece atenção. Produtos adequados ao tipo de cabelo, condicionamento regular e menor exposição a fontes de calor podem ajudar a lidar com o ressecamento e a fragilidade. Se os fios estiverem quebrando intensamente ou apresentarem alterações importantes após o procedimento, vale procurar orientação de um dermatologista.




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