Das decisões de 2005 e 2006 ao ciclo recente, relembre as finais brasileiras na Libertadores e entenda o que explica a hegemonia nacional.

Das decisões de 2005 e 2006 ao ciclo recente, relembre as finais brasileiras na Libertadores e entenda o que explica a hegemonia nacional

Postado por Verminosos por Futebol - 22/09/26

O Brasil soma 25 títulos da Libertadores, distribuídos entre doze clubes diferentes. Nenhum outro país reúne tantos campeões distintos, e apenas a Argentina iguala o número de taças.

Ao longo de seis décadas, 14 clubes brasileiros chegaram a finais continentais. Algumas dessas decisões se apagaram com o tempo. Outras seguem sendo contadas em detalhe por quem nem era nascido quando aconteceram.

Nem toda final entra para a memória pelo mesmo motivo. O critério aqui considerou três fatores: o drama da decisão em campo, o peso histórico do resultado e o que a conquista representou para o clube.

Por isso uma final tecnicamente morna pode figurar acima de um jogo movimentado, se o que estava em disputa era maior.

Nenhuma final brasileira foi decidida de forma tão improvável. Em Lima, o Flamengo de Jorge Jesus perdia para o River Plate até os minutos finais.

Então Gabigol marcou duas vezes em sequência, virando o jogo quando a derrota já parecia consumada. O Rubro-Negro encerrou um jejum de 38 anos e reabriu o ciclo de domínio brasileiro que se estenderia pela década seguinte.

É a final que qualquer torcedor brasileiro narra de cabeça, lance a lance.

2. Santos x Peñarol, 1962

A primeira conquista brasileira na competição veio com o time de Pelé, Coutinho e Pepe, diante do maior campeão da época.

A decisão contra o Peñarol precisou de um jogo extra, e Pelé foi decisivo no desempate. O Santos marcou 18 gols na campanha, sete deles do próprio Pelé, e levou o futebol brasileiro ao centro do mapa continental pela primeira vez.

No ano seguinte veio o bicampeonato sobre o Boca Juniors, com triunfo por 2 a 1 dentro da Bombonera.

3. Flamengo x Cobreloa, 1981

O título que quebrou um jejum de 18 anos sem campeões brasileiros e consagrou a geração de Zico, Júnior e Leandro.

A decisão contra os chilenos exigiu um desempate em Montevidéu, e Zico apareceu justamente na partida que valia tudo. A conquista transformou o Flamengo em potência continental e virou referência afetiva para gerações de torcedores.

A final mais lembrada entre dois clubes brasileiros. No Centenário, em Montevidéu, Raphael Veiga abriu o placar aos cinco minutos e Gabigol empatou na etapa final, levando o jogo à prorrogação.

Foi ali que a decisão virou lenda: Andreas Pereira escorregou ao tentar sair jogando, Deyverson roubou a bola e tocou na saída de Diego Alves. O Palmeiras conquistou o tricampeonato e se tornou o primeiro bicampeão consecutivo desde o Boca Juniors de 2001.

A final que inaugurou o ciclo mais vitorioso do futebol brasileiro no século passado. O São Paulo de Telê Santana venceu nos pênaltis, com brilho de Raí e defesas decisivas de Zetti.

O time repetiria a conquista em 1993, atropelando a Universidad Católica com 5 a 1 no Morumbi na ida. O bicampeonato consolidou um padrão que ditaria o futebol continental por anos.