Hoje vamos revisitar uma das empresas mais antigas da minha carteira americana e também uma das que mais me deram alegria nesses anos de investimentos.
Hoje vamos revisitar uma das empresas mais antigas da minha carteira americana e também uma das que mais me deram alegria nesses anos de investimentos. Comprei a CME Group em dezembro de 2014 e, de lá para cá, suas ações acumularam uma valorização impressionante.
Mas será que, depois de toda essa valorização, a CME ainda tem espaço para continuar crescendo? Vamos olhar os últimos resultados, entender as novas oportunidades da empresa e, principalmente, avaliar os riscos que podem comprometer essa trajetória.
No ano passado, recebemos R$ 12.924,73 em set/25. Tivemos um crescimento nos dividendos de 24% se considerarmos o câmbio, sem ele teríamos tido um crescimento de +58% sobre ano.
Esse valor só não foi superior por conta do divórcio, pois ainda durante ao longo de 2026 estava liquidando minhas ações para pagar a minha conta de divórcio do primeiro casamento.
Todo mês fico impressionado e satisfeito ao observar o resultado: mais um ciclo completo de reinvestimento e os dividendos continuam crescendo por conta própria. É o verdadeiro poder dos juros compostos em ação — uma bola de neve que começa pequena, mas, com o tempo, se transforma em uma avalanche de renda passiva. O gráfico abaixo é claro: paciência + reinvestimento = liberdade financeira cada vez mais próxima.
Um dos melhores investimentos da minha carteira. A CME Group (CME) é uma daquelas empresas que mostram o poder de investir em bons negócios e deixar o tempo trabalhar.
Entrei nesse ativo em dezembro de 2014 e, desde então, acumulo uma valorização impressionante de 607% apenas na cotação, sem considerar os dividendos recebidos.
Considerando o retorno total do meu investimento, alcancei uma IRR (Taxa Interna de Retorno) absurda de 26% ao ano. Pouquíssimos investimentos conseguem entregar resultados dessa magnitude durante tantos anos.
A CME opera uma das maiores plataformas de negociação de derivativos do mundo, permitindo que investidores e empresas negociem contratos futuros e opções sobre juros, moedas, índices, energia e commodities.
Imagine uma companhia aérea querendo se proteger contra aumentos no petróleo. Ela pode utilizar contratos negociados na CME para reduzir esse risco.
A empresa ganha dinheiro principalmente cobrando taxas sobre essas operações.
Sua grande vantagem competitiva é a liquidez. Quanto mais participantes negociam na plataforma, mais interessante ela fica para novos clientes. Esse efeito de rede cria uma barreira enorme para concorrentes.
No terceiro trimestre de 2026, a CME apresentou números bastante sólidos:
O volume médio diário atingiu 29,4 milhões de contratos, crescimento de 16% em relação ao ano anterior.
Outro destaque foi o mercado internacional, cujo volume avançou 22%, atingindo 9 milhões de contratos diários.
Isso demonstra que a CME ainda consegue expandir suas operações mesmo sendo uma empresa bastante madura.
Uma oportunidade interessante está no mercado de títulos do Tesouro americano.
A CME está desenvolvendo o Treasury Link, previsto para 2027, permitindo negociar títulos públicos e contratos futuros de maneira integrada.
Além disso, prepara uma estrutura própria de compensação para aproveitar mudanças regulatórias nesse mercado.
A estratégia pode fortalecer ainda mais sua vantagem competitiva, oferecendo economia de capital e maior eficiência aos clientes.




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