Em maio de 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, por unanimidade, a união estável entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar, garantindo os mesmos direitos e deveres dos casais heterossexuais. Dois anos depois, em 2013, uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) proibiu que cartórios se recusassem a celebrar casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo em todo o país. O sonho contra as portas fechadas Letícia Morato e Ana Cláudia Carvalho Reprodução/EPTV Um dos casamentos entre mulheres registrados no ano passado em Campinas foi o de Letícia Morato com Ana Cláudia Carvalho, que se conheceram por meio de amigos em comum e atualmente trabalham juntas em um consultório odontológico. "A gente começou a conversar e tinha muita coisa em comum, além dos amigos. Uma delas era a data de aniversário e, desde então, a gente nunca se separou", contou Ana. Embora o procedimento no cartório tenha sido tranquilo, o casal teve de enfrentar o preconceito para conseguir um espaço que aceitasse realizar a festa. "Depois de muitas portas fechadas, a gente encontrou um lugar que nos acolheu muito. O casamento civil, no cartório, foi tranquilo", lembrou Letícia. Luta por pertencimento e respeito Luma e Stefany Bueno, moradoras de Campinas, casadas há cinco anos Reprodução/EPTV Moradoras de Campinas, Luma e Stefany Bueno estão casadas há cinco anos. A decisão de oficializar a união veio quando começaram a planejar a chegada de um filho. "Estavam nos planos a ideia de a gente ter filho. E aí ter filho implicava no, 'nossa, mas quantas coisas burocráticas a gente vai precisar ter?' Aí a gente viu que talvez seria interessante fazer um casamento civil", disse Luma. Dois anos após o casamento, nasceu Joaquim. Para Stefany, a família representa a luta por pertencimento e respeito. "A gente luta todos os dias para que tenha esse pertencimento na sociedade, no mundo. E é o que a gente quer pro nosso filho. Então, é isso que a gente quer passar para ele, a questão do amor, de poder amar quem ele quiser, sem julgamentos", destacou. Ao ser perguntado quantas mães tem, Joaquim responde sem hesitar: "Duas". Luma e Stefany Bueno com seu filho Joaquim Reprodução/EPTV VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região ) Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas
Com 102 registros em 2025, casamentos entre mulheres batem recorde em Campinas
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