Senadora Teresa Leitão - Junior Soares / Arquivo Folha de Pernambuco A escolha da senadora Teresa Leitão (PT) como nova líder do governo no Senado é mais que um ajuste estratégico: é o resgate da essência popular que o Palácio do Planalto precisava no Legislativo.

O presidente Lula acertou em cheio ao convocá-la para substituir o desgastado senador Jaques Wagner (PT-BA). Uma batalhadora, que tem na trajetória a defesa da educação e dos trabalhadores. Com ela, Pernambuco ganha mais força, voz e representatividade no coração do governo federal. Primeira senadora eleita por Pernambuco (2.061.276 votos) é também a primeira mulher a ser líder do governo no Senado. Vai dar um tom humanizado e incisivo nas rédeas da articulação, em vez de reduzir-se aos bastidores. Ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação, traz o debate franco, olho no olho. Sua missão é de alta voltagem social e apelo popular: conduzir pautas como o fim da jornada 6x1 e a nova PEC da Segurança Pública, que demandam sensibilidade para ouvir e firmeza para decidir. Com mandato garantido até 2031, possui um ativo raro em Brasília: independência frente às pressões eleitorais de 2026, blindando o governo, enquanto foca nas demandas do país. Negociar com blocos independentes e conter a oposição não assustam quem dedica a vida às bases sociais. Tendo garra e convicções de uma nordestina, assume para provar que a melhor política se faz com coragem e sintonizada com as ruas. A ordem é acelerar o passo, dar ritmo aos projetos e, como ela mesma gosta de dizer: “É sebo nas canelas!”