CCT aprovou parecer favorável ao projeto que restringe anúncios e patrocínios de bets. Pedido de urgência ainda depende da Mesa do Senado.

O requerimento de urgência seguiu para deliberação da Mesa do Senado e não leva automaticamente a proposta ao plenário. Pelo rito normal, a matéria segue para a Comissão de Assuntos Sociais. Parlamentares favoráveis ao projeto tentam acelerar a votação antes do esvaziamento do Congresso provocado pelas atividades eleitorais nos estados.

As restrições podem afetar uma fonte relevante de receita do esporte brasileiro, já que quase todos os clubes da Série A mantêm algum acordo comercial com casas de apostas. A modalidade de quota fixa inclui jogos nos quais o apostador conhece previamente o possível retorno, como apostas esportivas, roletas, caça-níqueis e o chamado tigrinho.

O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, classificou as bets como um “elemento central” no alto endividamento das famílias. Levantamento do Datafolha apontou que 46% da população vê as apostas como uma forma de renda extra. Na terça-feira (01), o presidente Lula (PT) afirmou: “Eu pessoalmente acabava com as bets, eu acho que é um mal da sociedade. Agora, como presidente da República, eu tenho que saber que tem outras coisas que eu tenho que compartilhar, decisões para que a gente possa fazer da forma mais correta possível”.