Vini Oliveira (Cidadania) é alvo de uma Comissão Processante (CP) que investiga eventual prática de infrações político-administrativas O post Comissão que investiga vereador Vini Oliveira marca depoimentos e pede compartilhamento de provas ao MP apareceu primeiro em ACidade ON Campinas .

Vini Oliveira (Cidadania) é alvo de uma Comissão Processante (CP) que investiga eventual prática de infrações político-administrativas

A+ A- Ler o resumo da notícia Comissão Processante da Câmara de Campinas definiu calendário de depoimentos para investigar o vereador Vini Oliveira (Cidadania) por possível infração político‑administrativa. Vini Oliveira é alvo da apuração após vídeo mostrar sua presença em empresa de transporte coletivo menos de um mês após o leilão da concessão do serviço. A CP pediu ao Gaeco (MP‑SP) a íntegra do vídeo e cópias dos documentos que o parlamentar enviou ao Ministério Público. As oitivas ocorrerão em 3 e 4 de agosto, na Câmara de Campinas, com depoentes pré‑listados; a comissão é presidida por Paulo Haddad (PSD) e relatora por Otto Alejandro (PL).

A Comissão Processante (CP) da Câmara de Campinas, que apura eventual prática de infrações político-administrativas atribuídas ao vereador Vini Oliveira (Cidadania), definiu o calendário dos depoimentos e solicitou ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o compartilhamento de provas ligadas ao caso. O cronograma prevê as oitivas das testemunhas da acusação no dia 3 de agosto e das testemunhas de defesa, além do próprio denunciado, no dia 4.

Vini Oliveira é investigado após a divulgação de um vídeo que o mostra em uma empresa de transporte coletivo menos de um mês após o leilão da concessão do serviço. A denúncia aponta suspeita de infração político-administrativa e pode resultar na cassação do mandato (relembre o caso abaixo).

Entre as medidas adotadas, a CP também pediu ao Gaeco a íntegra do vídeo citado na denúncia e cópias dos documentos apresentados pelo parlamentar investigado ao MP. Caso seja necessária autorização judicial, a CP quer que o MP informe qual é o juízo responsável, o número do processo e demais dados que permitam o pedido formal de compartilhamento.

No dia 3 de agosto, às 9h30, serão ouvidas Merciana Alves dos Santos Franca, Norival Antônio do Prado e Weltem Franca Souto Ferreira. No mesmo dia, às 14h, prestam depoimento Paula Anely Sikansi, Luciano Cristian de Paula e Emerson de Jesus.

Já no dia 4 de agosto, às 9h30, serão ouvidos Henrique Madson Berteli Eloy e Marco Antonio Castigleri. Às 14h, ocorre o depoimento pessoal do denunciado, Vini Oliveira. Todos os depoimentos estão marcados para o Plenarinho da Casa de Leis.

A comissão informou que fará a notificação das testemunhas, mas destacou que cabe às partes garantir o comparecimento das pessoas arroladas, já que a CP não tem poder para determinar condução coercitiva. A comissão é formada pelos vereadores Paulo Haddad (PSD), presidente; Otto Alejandro (PL), relator; e Dr. Yanko (PP).

Vini Oliveira foi alvo de uma operação da Polícia Civil e do MP no dia 3 de junho (leia mais abaixo).

A Câmara Municipal autorizou em 1º de junho a abertura da CP que apura a conduta do vereador Vini Oliveira. A denúncia foi aceita por unanimidade entre os 29 parlamentares presentes e cita a divulgação de um vídeo no qual ele teria sido flagrado em uma empresa de transporte pouco tempo após o leilão da concessão do transporte público municipal.

Segundo a acusação, Vini Oliveira teria participado de reunião no local e saído com caixa, sacola, envelopes ou malote de conteúdo não esclarecido. O caso pode, ao final da apuração, resultar em cassação do mandato. Nas redes sociais, a equipe do vereador informou antes da sessão que ele estava internado e não poderia comparecer ao Plenário por motivo de saúde.

Com a abertura da Comissão Processante, o presidente notificou o denunciado para apresentar defesa prévia por escrito em até dez dias. Depois disso, a comissão teve mais cinco dias para emitir parecer, recomendando o prosseguimento da denúncia.

Com a investigação seguindo em frente, a comissão entra na fase de instrução, com oitivas, diligências e depoimentos de testemunhas e do próprio denunciado.

A Comissão terá prazo inicial de 90 dias para concluir a apuração e apresentar relatório final. Ao fim, pode recomendar o arquivamento do caso ou a cassação do mandato. Se houver pedido de cassação, a medida só será aprovada com o voto favorável de pelo menos 2/3 dos 33 vereadores.

A reportagem pediu um posicionamento à defesa do vereador Vini Oliveira, mas não recebeu uma resposta até a publicação desta matéria.

Quando houve a operação do MP, a assessoria de Vini Oliveira informou que o vereador estava internado em um hospital e, por enquanto, não iria se manifestar sobre a operação.

Porém, após a divulgação das imagens da reunião na empresa de ônibus, o parlamentar publicou um vídeo nas redes sociais em que nega qualquer irregularidade.

“Eu nunca encostei a mão em dinheiro que não seja o meu salário. Eu peço ao Ministério Público que quebre meu sigilo bancário e que veja que eu não devo nada a ninguém. Eu nunca encostei no dinheiro da população, nunca mexi em dinheiro público, nunca cometi rachadinhas, propina ou desvio de dinheiro”, afirmou à época.

A operação realizada pela Polícia Civil e pelo MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo), na manhã de 3 de junho, teve como principal alvo o vereador Vini Oliveira (Cidadania), de Campinas. A investigação apura a suspeita de pagamento e recebimento de vantagens indevidas por parte do agente público, ou seja, possíveis crimes de corrupção ativa e passiva.

A apuração teve início após denúncias encaminhadas ao Ministério Público em razão da divulgação de um vídeo que mostra Vini Oliveira participando de uma reunião na empresa Smile Transportes e Turismo, de Paulínia.

O encontro ocorreu em 1º de abril deste ano, menos de um mês após o leilão da concessão do transporte público municipal de Campinas.