No programa Fronteiras, Rodrigo da Silva explica o que aconteceu entre o momento em que o Partido Comunista Chinês parecia disposto a domar esses empresários e o momento em que eles voltaram a enriquecer
Em fevereiro do ano passado, Xi Jinping reuniu em Pequim alguns dos empresários mais poderosos da China.
Estavam ali os manda-chuvas de empresas como Huawei, Tencent, Xiaomi, BYD, CATL e DeepSeek.
Mas havia um rosto naquela sala que chamava mais atenção do que os outros. Depois de anos praticamente afastado da vida pública, Jack Ma estava de volta.
A presença dele tinha um significado difícil de ignorar. Jack Ma já havia sido uma das maiores celebridades do país. Fundador do Alibaba, virou uma espécie de garoto-propaganda do milagre econômico chinês. Até que, em 2020, resolveu criticar publicamente o sistema financeiro do país. Poucos dias depois, o governo suspendeu a abertura de capital da Ant Group e Jack Ma praticamente desapareceu.
Por isso, vê-lo novamente diante de Xi parecia sugerir uma reconciliação. O governo chinês havia passado anos apertando o cerco contra as grandes empresas privadas. Agora, aparentemente, queria os empresários de volta.
Nesse ano, a China voltou a produzir bilionários numa velocidade extraordinária. A Hurun, uma das empresas que acompanham as maiores fortunas do planeta, encontrou 1.110 deles vivendo na China, 287 a mais do que no ano passado.
A Forbes usa uma metodologia diferente e chega a um número bem menor: de 539 bilionários na China continental. Mas as duas listas concordam no essencial: depois de alguns anos de queda, as grandes fortunas chinesas voltaram a crescer com força.
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O que exatamente aconteceu entre o momento em que o Partido Comunista Chinês parecia disposto a domar esses empresários e o momento em que eles voltaram a enriquecer?
Na coluna em vídeo acima, no programa Fronteiras, Rodrigo da Silva explica melhor essa história.
O programa Fronteiras é uma coluna em vídeo semanal. Os vídeos inéditos vão ao ar sempre aos sábados, às 5h30, para assinantes do Estadão.
Cortes do programa são distribuídos ao longo da semana nas redes sociais e na coluna semanal de Rodrigo da Silva, publicada às segundas-feiras, às 20h.
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É jornalista e criador do canal Spotniks, do YouTube. Em suas colunas, usa texto, vídeo, gráfico, mapa e fotografia para ajudar o público a entender os maiores eventos globais, com clareza e contexto.
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