Ferramentas de reconhecimento facial e análise preditiva ganham espaço na segurança pública e transformam investigações criminais no país

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu, em 1º de setembro de 2026, os critérios para o uso de deepfakes nas eleições deste ano. Por 5 votos a 2, os ministros mantiveram a proibição desse recurso em campanhas eleitorais, mas estabeleceram que é necessário haver um grau de realismo para caracterizar uma irregularidade. Deepfake é uma tecnologia de inteligência artificial (IA) capaz de criar ou modificar vídeos, áudios e imagens de maneira realista. - (crédito: Freepik rawpixel.com) Em meio a debates sobre o endurecimento de leis e a segurança pública no país, as polícias brasileiras estão intensificando o uso de inteligência artificial para combater o crime. Ferramentas de reconhecimento facial e análise preditiva já são uma realidade em diversos estados, transformando a forma como investigações são conduzidas e o policiamento é planejado.

Siga o canal do Correio Braziliense no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular.

Sistemas de reconhecimento facial, por exemplo, analisam imagens de câmeras de segurança em locais públicos como estádios, vias de grande circulação e terminais de transporte. A tecnologia compara rostos capturados em tempo real com bancos de dados de foragidos da Justiça, emitindo alertas imediatos para os agentes em campo. Apenas na Bahia, estado pioneiro na tecnologia, o sistema já ultrapassou a marca de milhares de prisões e localizações de foragidos desde o início de sua operação. 

Fique por dentro das notícias que importam para você!

86% apoiam uso de IA no combate à violência, diz pesquisa

Adesão ameaça novo protocolo de reconhecimento

Sistema de IA antecipa comportamentos e abre caminho para novos estudos da mente

Essa abordagem tem acelerado a captura de suspeitos e a resolução de casos, reduzindo o tempo de investigação. O uso de câmeras inteligentes permite monitorar grandes áreas de forma contínua, algo inviável para o patrulhamento humano tradicional, além de identificar padrões de comportamento suspeitos.

A aplicação da IA, contudo, vai além da identificação de pessoas. A análise preditiva é outra frente que ganha força nas corporações policiais, prometendo uma atuação mais proativa.

Como funciona a análise preditivaEsse método utiliza algoritmos para processar um volume gigantesco de dados, como registros de ocorrências, horários e locais com maior incidência de delitos. Com base nesses padrões, o sistema aponta as chamadas "manchas criminais", áreas onde a probabilidade de um crime ocorrer é maior em determinado período.

Essa previsibilidade permite que as polícias otimizem o patrulhamento, direcionando viaturas e efetivo para locais estratégicos. O objetivo é atuar de forma preventiva, inibindo a ação de criminosos antes que ela aconteça, e não apenas reagir após o fato.

A adoção dessas tecnologias ocorre em um momento de forte pressão por resultados na segurança pública, impulsionada por discussões no Congresso e entre governadores. No entanto, o avanço do uso de IA também levanta debates sobre privacidade e a possibilidade de vieses nos algoritmos, com questionamentos sobre a acurácia dos sistemas e seu potencial impacto desproporcional em determinados grupos sociais.

A tendência é que a integração de sistemas inteligentes se expanda para mais cidades nos próximos anos, consolidando a tecnologia como uma ferramenta central nas estratégias de segurança em todo o território nacional.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

Saiba Mais Política Eleições no Rio: MPE recomendou que TSE aceite a desistência de Garotinho Política Caiado oficializa apoio a Flávio Bolsonaro em Goiânia Política TSE esclarece atraso na divulgação dos resultados no 1º turno Política Sem atropelos: Alcolumbre afirma que Senado seguirá rito da PEC do fim da 6x1 Política Candidato preso em operação sobre PCC recebe 9,1 mil votos em SP Política Canal de Janones para campanha de Lula chega a 1 milhão de inscritos