Gamal Abdel Nasser - Político Egípcio "Construir fábricas é fácil, fazer hospitais e escolas é possível, mas formar uma nação de homens é tarefa longa e árdua” FELPUDA Como acontece em toda eleição, esta também não foge à regra quando o assunto é traição política. Há exemplos para todos os gostos, numa demonstração de que fidelidade anda tão escassa que já deveria vir com receita médica. De um lado, alianças são celebradas com pompa; de o

Gamal Abdel Nasser - Político Egípcio"Construir fábricas é fácil, fazer hospitais e escolas é possível, mas formar uma nação de homens é tarefa longa e árdua”

Como acontece em toda eleição, esta também não foge à regra quando o assunto é traição política. Há exemplos para todos os gostos, numa demonstração de que fidelidade anda tão escassa que já deveria vir com receita médica. De um lado, alianças são celebradas com pompa; de outro, rompimentos surgem antes mesmo de a fotografia oficial amarelar. Na política, o problema é que a pedra costuma vir embrulhada em discurso de “coerência”. E, quando a eleição termina, muitos descobrem que amizade política tem prazo de validade. Até a próxima urna, é claro.

Os números dessa triste estatística explicam a importância do Setembro Amarelo, campanha de prevenção ao suicídio que ganhou força em MS a partir de iniciativa da Assembleia Legislativa. Dados da Sejusp apontam 243 mortes por suicídio no Estado, de janeiro a agosto.

Outras sete pessoas tiraram a própria vida na primeira semana de setembro. Homens representam maioria dos casos, com 189 mortes, contra 54 mulheres. Até agosto, o número é o maior para o período desde 2016 e supera, inclusive, as 232 mortes registradas no trânsito.

Quanto mais se aproxima a reta final da campanha eleitoral, mais Mato Grosso do Sul parece viver verdadeira gangorra de números sobre o desempenho dos candidatos ao governo e ao Senado. Pesquisas aparecem em sequência, oferecendo porcentuais para todos os gostos e interpretações. Há números que alimentam a esperança de uma decisão já no primeiro turno. Outros, porém, mantêm acesa a expectativa de disputa em segundo turno. No meio político, a matemática eleitoral já virou assunto obrigatório das conversas.

O deputado federal Vander Loubet (PT) e o ex-deputado Capitão Contar (PL) voltaram ao centro da disputa entre a esquerda e a direita conservadora em MS. Os dois são candidatos ao Senado, numa eleição que promete ser bastante acirrada. Por enquanto, o melhor é não arriscar prognósticos, dizem políticos mais antenados, pois muita água ainda vai passar debaixo da ponte.

A batalha por um mandato nas eleições deste ano tem, para alguns candidatos, objetivo que vai além da cadeira que estará em disputa. O alvo, em certos casos, é o comando do Paço Municipal em 2029. A previsão entre políticos é de que a próxima sucessão em Campo Grande não tenha um nome naturalmente favorito. Com isso, a tendência é de disputa que promete. A chamada briga de foice já começa a ser desenhada nos bastidores. Quem viver, verá!

 COLABOROU TATYANE GAMEIRO