Arqueólogos descobrem mansão de luxo de 1.800 anos sob escola em Roma. Achado conta com mosaicos e afrescos preservados. Veja os detalhes da Domus Liceo Cavour.
Por Gazeta do Povo Lab
Por Maria Carolina Antoniassi Saldanha
Dê de presentePrefira a Gazeta no GoogleAdolescentes ajudam a descobrir casa de luxo de 1.800 anos embaixo de escola romana. (Foto: Wikimedia Commons )Arqueólogos revelaram em maio de 2026 a descoberta da Domus Liceo Cavour, uma residência de luxo de 1.800 anos escondida sob o ginásio de uma escola em Roma. A escavação, iniciada em janeiro, confirmou lendas locais após relatos de estudantes sobre ambientes subterrâneos preservados.
A descoberta foi motivada por histórias que os alunos do colégio Liceo Scientifico Cavour contavam sobre salas escondidas sob o ginásio. Alguns estudantes exploraram clandestinamente os túneis e encontraram corredores antigos. Ao saber disso, a professora Claudia Marino informou a Superintendência Especial de Roma, que iniciou as escavações oficiais em janeiro de 2026.
Foram encontrados diversos cômodos de uma antiga 'domus' (casa nobre) do século II d.C. Entre os itens preservados estão murais coloridos com figuras humanas e flores, tetos decorados em estuque, frisos geométricos e um sofisticado mosaico preto. Além disso, foram achados fragmentos de cerâmica do dia a dia, como ânforas, e grafites feitos por visitantes entre 1920 e 1950.
Pesquisas indicam que a casa pertenceu a figuras importantes da elite romana. Análises encontraram o nome de L. Fabius Gallus, um senador que foi cônsul (cargo similar a um vice-presidente) no ano 131. Posteriormente, o imóvel teria pertencido a Umbria Albina, uma aristocrata. A riqueza da decoração, como o uso do 'vermelho pompeiano', demonstra que os moradores eram muito ricos.
Roma é considerada uma cidade complexa porque foi ocupada continuamente por mais de dois mil anos. Novas construções eram erguidas sobre edifícios antigos, criando camadas históricas. Por isso, obras modernas frequentemente revelam templos, estradas e casas preservadas pela terra e pelo entulho ao longo dos séculos.
A direção da escola e as autoridades de patrimônio estudam abrir o sítio arqueológico, batizado de Domus Liceo Cavour, para visitação pública. Uma ideia em discussão é treinar os próprios alunos da escola para atuarem como guias, apresentando a história da casa nobre que ficou escondida por tanto tempo sob o local onde praticam esportes.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
Arqueólogos descobrem casa romana de luxo de 1.800 anos escondida sob ginásio de escolaDeixe sua opinião
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