Luiz Carlos Prestes foi acusado de mandonismo, incompetência -incluindo mediocridade como estrategista militar- inabilidade política, agressividade, vaidade, personalismo e dogmatismo, além de agente de Moscou. Leia mais (08/22/2026 - 07h00)
benefício do assinante
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
benefício do assinante
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
Salvar para ler depois
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Eduardo Sombini Doutor em geografia pela Unicamp, é repórter da Ilustríssima
Luiz Carlos Prestes foi acusado de mandonismo, incompetência —incluindo mediocridade como estrategista militar— inabilidade política, agressividade, vaidade, personalismo e dogmatismo, além de agente de Moscou.
As qualificações são citadas em "Entre Memória e História: Representações de Luiz Carlos Prestes" (Boitempo), o livro mais recente de Anita Leocádia Prestes, filha do líder comunista e professora aposentada da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
A historiadora, que completa 90 anos em novembro, nasceu em uma prisão nazista antes de Olga Benário, a sua mãe, ser assassinada em um campo de concentração e passou a infância no México e a adolescência na URSS.
Depois de um período de exílio na União Soviética durante a ditadura militar, Anita passou a pesquisar a trajetória política de Prestes e a história do PCB (Partido Comunista Brasileiro), do qual foi uma das dirigentes.
Prestes ganhou status de personagem de peso da política nacional muito jovem, nos anos 1920, por ter comandado a coluna que percorreu o interior do país e virou um marco do movimento tenentista. Já a partir da década de 1930, Anita diz, o pai passou a ser perseguido pela adesão ao comunismo e pela filiação ao PCB —Prestes se tornou o nome mais proeminente do partido nas décadas seguintes.
Para a autora, as representações do líder comunista na historiografia e em obras memorialísticas costumam distorcer os fatos —ou falsificando ou silenciando a trajetória de Prestes, morto em 1990—, algo que atribui à força do anticomunismo no Brasil.
Voltar Compartilhe Ícone Facebook Facebook Ícone Whatsapp Whatsapp Ícone X X Ícone de messenger Messenger Ícone Linkedin Linkedin Ícone de envelope E-mail Ícone de linkCadeado representando um link Copiar link Ícone fechar
Na estratégia da burguesia mundial e brasileira de combater o dito comunismo, eles apelam para duas táticas: a falsificação da história e o silenciamento. Quando Prestes se torna comunista, a partir do manifesto de maio de 1930 –em que ele não declara ser comunista, mas adota a política do PCB da época, que era a revolução agrária e anti-imperialista–, isso é um escândalo. Ele passou a ser atacado por todo o mundo. Mesmo quem não é comunista –todo aquele ou organização que, de alguma forma, contesta o poder da burguesia–, o anticomunismo é voltado contra ela. O comunismo se tornou um fantasma para assustar qualquer perigo de luta popular
Neste episódio, a pesquisadora fala sobre alguns episódios controversos da biografia de Prestes, como a participação na Intentona de 1935, e discute as concepções equivocadas do PCB sobre a realidade brasileira, que impediram que o partido conduzisse, como pretendia, uma revolução socialista no país.
Voltar Compartilhe Ícone Facebook Facebook Ícone Whatsapp Whatsapp Ícone X X Ícone de messenger Messenger Ícone Linkedin Linkedin Ícone de envelope E-mail Ícone de linkCadeado representando um link Copiar link Ícone fechar
O Ilustríssima Conversa está disponível nos principais aplicativos, como Apple Podcasts e Spotify. Ouvintes podem assinar gratuitamente o podcast nos aplicativos para receber notificações de novos episódios.




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário