De Nelson Rubens à nova geração de colunistas, profissionais como Leo Dias, Fabíola Reipert, Daniel Nascimento, Alessandro Lo Bianco, Fábia Oliveira e Matheus Baldi ajudaram a transformar a cobertura de famosos em um segmento multiplataforma

A cobertura de celebridades deixou há muito tempo de ocupar apenas as páginas de jornais, revistas e portais especializados. Na televisão brasileira, o segmento ganhou espaço próprio e passou a contar com jornalistas que se tornaram conhecidos do público justamente por acompanhar os bastidores da vida dos famosos.

Essa transformação atravessa diferentes gerações. De Nelson Rubens, um dos nomes históricos da cobertura de celebridades na televisão, a profissionais que hoje dividem seu trabalho entre TV, portais e redes sociais, o jornalismo de entretenimento passou por uma mudança significativa na forma de produzir e distribuir informação.

Para especialistas em comunicação, o crescimento desse tipo de conteúdo também está relacionado à mudança na maneira como o público consome informação sobre celebridades. A televisão deixou de ser o único destino da notícia, enquanto as redes sociais passaram a acelerar a circulação de informações e criar novos espaços para jornalistas especializados.

"A cobertura de celebridades passou a ocupar diferentes plataformas porque existe uma demanda permanente do público por esse tipo de informação. O que mudou foi principalmente a velocidade e a forma de distribuição do conteúdo", explica Junior Valente, orientador do curso de jornalismo da Estácio de Sá e pesquisador de comunicação e mídia.

O próprio surgimento de uma premiação dedicada ao segmento é um reflexo dessa transformação. O Fofoca Awards, que chega à terceira edição em 2026, foi criado para reconhecer jornalistas, veículos, programas e criadores ligados à cobertura de celebridades. Neste ano, a cerimônia terá Nelson Rubens como homenageado com o Troféu Língua de Ouro.

Muito antes de a fofoca ganhar velocidade nas redes sociais, nomes como Nelson Rubens e Sonia Abrão ajudaram a transformar a cobertura de celebridades em um conteúdo recorrente na televisão brasileira.

Com uma trajetória de décadas no segmento, Nelson Rubens se tornou associado à cobertura diária dos famosos e ajudou a consolidar um formato que posteriormente seria seguido por diferentes profissionais e programas.

Sonia Abrão também construiu uma trajetória diretamente ligada ao entretenimento e à cobertura da vida dos famosos. , a jornalista transformou a discussão sobre celebridades, televisão e bastidores em uma atração diária, mantendo o segmento presente na programação televisiva.

A presença dos dois profissionais ajuda a mostrar que o jornalismo de celebridades na televisão não surgiu com as redes sociais. Antes da atual velocidade digital, a TV já havia criado um público habituado a acompanhar diariamente informações sobre artistas, novelas, reality shows e bastidores do mundo dos famosos.

Esse espaço seria posteriormente ampliado por uma nova geração de jornalistas, que passou a combinar televisão, portais e redes sociais.

Entre os nomes que consolidaram esse espaço na televisão está Fabíola Reipert.

A jornalista construiu uma carreira ligada à cobertura de celebridades e ganhou projeção especialmente com o formato de notas sobre famosos inseridas na programação diária.

Com o passar dos anos, a figura do jornalista especializado deixou de estar necessariamente escondida atrás de uma coluna. O profissional passou a participar dos programas, comentar as informações e, em alguns casos, tornar-se uma das atrações reconhecidas pelo público.

Fabíola é um dos exemplos mais conhecidos dessa transformação e, em 2026, está entre os concorrentes ao prêmio de Fofoqueiro do Ano do Fofoca Awards.

Se a televisão ajudou a popularizar o jornalista de celebridades, os portais e as redes sociais ampliaram ainda mais esse espaço.

Leo Dias é um dos profissionais que representam essa mudança. Sua trajetória passou pelo jornalismo impresso, por grandes portais e pela televisão, ao mesmo tempo em que suas informações passaram a circular intensamente pelas redes sociais.

O modelo de atuação também mudou. A coluna deixou de ser necessariamente o ponto final da informação. Uma notícia pode ser publicada em um portal, comentada na televisão, reproduzida nas redes e posteriormente atualizada conforme novos detalhes surgem.

Em 2026, Leo Dias concorre novamente ao prêmio de Fofoqueiro do Ano, ao lado de Alessandro Lo Bianco, Daniel Nascimento, Fabíola Reipert e Lucas Pasin.

A trajetória de Daniel Nascimento também se insere nesse processo.

O jornalista começou sua carreira nas redações e passou por veículos como Meia Hora e TMJ parceiro Terra. Posteriormente, assumiu uma coluna no jornal o Dia e ampliou sua atuação para a televisão.