Desempenho do país pouco mudou desde 2022, mas segue abaixo da média da OCDE em matemática, leitura e ciências
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O Brasil manteve resultados próximos aos das edições anteriores no Pisa 2025, mas continua abaixo da média dos países da OCDE (grupo de países ricos) nas três áreas tradicionais avaliadas, que são matemática, leitura e ciências.
Entre 2022, edição anterior da avaliação, e 2025, a pontuação média do país aumentou 6 pontos em ciências e caiu 2 pontos tanto em matemática quanto em leitura. Segundo a metodologia, oscilações dessa magnitude podem estar dentro da margem de erro amostral e, portanto, não permitem afirmar que houve uma mudança real no desempenho dos estudantes. A variação mantém o Brasil próximo dos resultados registrados nas últimas edições.
A maior parte dos estudantes brasileiros também não alcança o nível 2 de proficiência, considerado pela OCDE o patamar básico para que o aluno tenha conhecimentos e habilidades necessários à participação plena na sociedade.
Em ciências, área prioritária desta edição, 48% dos estudantes brasileiros atingiram pelo menos o nível 2 (pontuação mínima de 410), considerado pela OCDE o patamar básico para que o aluno tenha conhecimentos e habilidades necessários à participação plena na sociedade. Em comparação, essa média é de 74% nos países da OCDE. Na edição de 2022, eram 45%.
No nível 2, o estudante consegue reconhecer explicações corretas para fenômenos científicos familiares e usar esse conhecimento em situações simples. Também é capaz de avaliar conclusões a partir de dados fornecidos e distinguir explicações científicas de não científicas.
Nos níveis mais altos de proficiência, 5 e 6, apenas 1% dos estudantes brasileiros atingiu esse desempenho, ante 7% na média da OCDE. Nesses níveis, as questões exigem que o aluno mobilize conhecimentos científicos para lidar de forma autônoma com problemas mais complexos e situações que podem não ser familiares.
O Pisa procura verificar justamente se o estudante consegue usar o que aprendeu diante de situações que não aparecem necessariamente da mesma forma em uma aula ou em um exercício tradicional. As questões apresentam problemas baseados em situações do mundo real e pedem que o aluno mobilize informações e conhecimentos para chegar a uma conclusão, em vez de apenas recordar uma definição ou aplicar uma fórmula.
Em matemática, 28% dos estudantes brasileiros atingiram pelo menos o nível 2 de proficiência em 2025, ante 65% na média da OCDE. Em 2022, eram 27%.
Nesse patamar, o estudante consegue reconhecer como uma situação simples do cotidiano pode ser representada matematicamente, mesmo sem receber instruções diretas. Entre as tarefas associadas a esse nível estão comparar a distância total de duas rotas alternativas e converter preços de produtos para outra moeda.
Nos níveis 5 e 6, que reúnem os estudantes com desempenho mais alto, praticamente nenhum aluno brasileiro chegou a esse patamar, ante 8% na média da OCDE. As tarefas nesses níveis envolvem problemas complexos que exigem a elaboração e o uso de modelos matemáticos e a avaliação de diferentes estratégias para chegar a uma solução.
Já em leitura, 49% dos estudantes brasileiros atingiram pelo menos o nível 2, ante 69% na média da OCDE. Em 2022, eram 50%.
Nesse nível, o aluno consegue identificar a ideia principal de um texto de comprimento moderado e localizar informações específicas a partir de critérios apresentados no próprio texto. Também é capaz de refletir sobre o conteúdo, a forma e o propósito de uma leitura quando recebe orientações explícitas.



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