O treino das 5 da manhã se tornou quase um ritual para muitos presidentes de empresas -ou pelo menos é o que eles afirmam. Leia mais (06/28/2026 - 16h51)

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28.jun.2026 às 16h51

O treino das 5 da manhã se tornou quase um ritual para muitos presidentes de empresas —ou pelo menos é o que eles afirmam.

Os chefes costumam promover sua rotina de exercícios físicos como parte essencial de sua agenda diária, tão importante quanto qualquer reunião de negócios. O exercício é visto como uma forma de desenvolver resistência e disciplina, melhorar a função cognitiva, recarregar as energias e reduzir o estresse. Um estudo chegou a encontrar uma ligação positiva entre o condicionamento físico dos CEOs e o valor de suas empresas.

Mas quão fácil é conciliar os treinos com a carga de trabalho? Executivos de alto escalão contam ao Financial Times como fazem isso.

Roland Busch, diretor executivo da Siemens, leva seus treinos a sério e quer deixar uma coisa bem clara: ele não pula o dia dedicado ao treino de pernas.

O treino matinal do executivo é uma parte fixa de sua rotina, mesmo quando está viajando e, segundo ele, tem "a mesma importância que qualquer reunião de negócios".

Físico de formação, que lidera o grupo alemão de indústria e infraestrutura desde 2021, Busch começa o dia às 6h com uma combinação de musculação e exercícios de alta intensidade.

A rotina do atleta de 61 anos é organizada em três dias —peito e abdômen, costas e pernas, e abdômen e core— que se sucedem em um ciclo. O regime permite que cada parte do corpo tenha tempo para se recuperar, possibilitando que Busch mantenha sua rotina sem se esgotar.

"Vejo uma ligação direta entre meu condicionamento físico e meu desempenho profissional. A disciplina e a energia que ganho com meus treinos são cruciais para lidar com uma agenda exigente", afirma.

Como diretor executivo, Busch impulsionou a transição da Siemens de um conglomerado complexo para uma operação mais enxuta e orientada pela tecnologia. Ele integrou a inteligência artificial à indústria —e também à sua rotina de exercícios, compartilhando uma história em quadrinhos gerada por IA que retrata seus treinos no LinkedIn para motivar outras pessoas.

Sayeh Ghanbari, chefe de consultoria da EY, provavelmente poderia te derrotar sem o menor esforço. A executiva já ganhou diversas medalhas no Campeonato Britânico de Kung Fu.

Ela treina em sessões que duram bem mais de duas horas, três vezes por semana, e alcançou o nível de faixa preta sênior. Ela também é professora assistente, uma honra conquistada após enfrentar cinco homens em uma luta de boxe sem luvas.

Ghanbari deixa claro que precisa reservar um tempo em sua vida profissional para sua paixão pelas artes marciais e afirma que as duas são "sinérgicas". "Fundamentalmente, o kung fu é uma arte de aprimoramento contínuo, é um domínio que nunca se completa, então você sempre precisa refinar. Percebi que o treinamento em kung fu estava me ajudando no meu trabalho."

Ela costuma dizer aos colegas que precisa sair do escritório para ir a uma aula "e, se precisar, posso voltar a usar o laptop depois". Durante viagens, ela participa de aulas pelo Skype, às vezes "com fusos horários bem diferentes... essa é a disciplina".

Ghanbari diz que a prática a ajudou a lidar com conflitos. "No kung fu, você bloqueia um soco direto com um bloqueio circular, para não enfrentar a força com o mesmo tipo de força. Com o tempo, você aprende que, quando surge um conflito, não o enfrenta diretamente, mas encontra uma maneira de contorná-lo."