Uma combinação de equipamentos adaptados com técnicas especiais.
Priorizar nos meus resultados Google Com uma câmera profissional debaixo d’água, as técnicas corretas e chegando perto dos animais.
As câmeras são as mesmas usadas em terra firme, só que com lentes especializadas e uma vedação feita sob medida. Além disso, há lentes e sistemas de luz próprios para serem utilizados embaixo d’água.
Com o equipamento em mãos, os cinegrafistas mergulham para captar os vídeos. E é preciso muita técnica – que, diga-se de passagem, é completamente diferente de filmar em terra.
“A água interfere diretamente na luz. Ela absorve parte das cores e também espalha a luz por causa das partículas suspensas, o que reduz contraste, nitidez e saturação. Os tons vermelhos, por exemplo, são alguns dos primeiros a desaparecer conforme aumentamos a profundidade”, explica Fabi Fregonesi, fotógrafa subaquática. O uso de sistemas de iluminação ajuda justamente a devolver às cenas um pouco da luz perdida e a recuperar o contraste e os detalhes.
Para captar imagens nítidas debaixo d’água, é preciso ficar o mais perto possível do objeto retratado. Assim, há menos água e partículas entre a câmera e o animal. Isso, porém, deve respeitar os animais.
“A aproximação não pode ser mais importante do que o animal. Em vez de perseguir o animal, o fotógrafo ou cinegrafista procura entender como ele está se movimentando e, quando possível, se posiciona naturalmente no caminho dele e esperar. Também é importante conhecer o comportamento da espécie e reconhecer sinais de estresse”, explica a fotógrafa. Cada animal possui uma distância segura de aproximação. Ao observar sinais de perturbação, o cineasta deve se afastar.
Outra prática comum é posicionar o equipamento e deixá-lo filmando por algum tempo. Assim, é possível registrar o animal sem interferência humana e por mais tempo, afinal, mergulhos são cronometrados, e humanos possuem um limite de tempo seguro para permanecer em grandes profundidades.
Em profundidades extremas, muitas vezes também são utilizadas tecnologias de operação remota, em que o cinegrafista não precisa fisicamente ficar embaixo d’água e controla a câmera remotamente. Mesmo assim, a técnica é a mesma.




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